ANTÍDOTO
   VEJA

TENHO A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM, MAS DEVIDO AO SEU TAMANHO NÃO PUDE PUBLICÁ-LA NO BLOG. HÁ TAMBÉM A LISTAS DOS CEM MELHORES LIVROS INDICADOS PELO BIBLIÓFILO MINDLIN. QUEM TIVER INTERESSE E NÃO CONSEGUIR A REVISTA DE 22/08/04, É SÓ ME AVISAR E EU ENVIAREI O ARQUIVO.

Escrito por Chris às 10h19
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   MATÉRIA DA REVISTA VEJA SOBRE O BEM ESTAR (IMPORTÂNCIA DA LEITURA)

Uma pesquisa divulgada no mês passado pelo National Endowment for the Arts, fundação americana dedicada à promoção da cultura, conclui que quem lê regularmente por prazer tem uma vida muito mais ativa e bem-sucedida do que aqueles que preferem passar o tempo livre vendo televisão ou dedicando-se a outras atividades que não exigem raciocínio. Para os primeiros, a vida é uma sucessão de novas experiências e de ampliação dos horizontes. Para quem se enquadra no segundo caso, a maturidade torna-se um processo de atrofia mental. "A informação está cada vez mais ao nosso alcance, mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o motivo pelo qual devemos ler", disse a VEJA o americano Harold Bloom, o mais importante crítico literário em atividade, em entrevista recente.



Escrito por Chris às 10h15
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   NERUDA

LA PREGUNTA (Pablo Neruda)

Amor, una pregunta
te ha destrozado.

Yo he regresado a ti
desde la incertidumbre con espinas.

Te quiero recta como
la espada o el camino.

Pero te empeñas
en guardar un recuerdo
de sombra que no quiero.

Amor mío,
compréndeme,
te quiero toda,
de ojos a pies, a uñas,
por dentro,
toda la claridad, la que guardabas.

Soy yo, amor mío,
quien golpea tu puerta.
No es el es el fantasma, no es
el que antes se detuvo
en tu ventana.
yo echo la puerta abajo:
Yo entro en toda tu vida:
vengo a vivir en tu alma:
tú no puedes conmigo.

Tienes que abrir puerta a puerta,
tienes que obedecerme,
tienes que abrir los ojos
para que busque en ellos,
tienes que ver cómo ando
con pasos pesados
por todos los caminos
que, ciegos, me esperaban.

No me temas,
soy tuyo,
pero
no soy el pasajero ni el mendigo,
soy tu dueño,
el que tú esperabas,
y ahora entro
en tu vida,
para no salir más,
amor, amor, amor,
para quedarme.


Escrito por Chris às 10h45
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   Daniel Pennac

"O tempo para ler é sempre um tempo roubado.(Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.) Roubado a quê?

Digamos, à obrigação de viver. (...)

O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver.

Se tivéssemos que olhar o amor do ponto de vista do nosso tempo disponível, quem se arriscaria? Quem é que tem tempo para se enamorar? E no entanto, alguém já viu um enamorado que não tenha tempo para amar?

Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pôde me impedir de terminar um romance de que eu gostasse.

A leitura não depende da organização do tempo social, ela é, como o amor, uma maneira de ser.

A questão não é de saber se tenho tempo para ler ou não (tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não à felicidade de ser leitor."

(Daniel Pennac, Como um romance, págs. 118/119)



Escrito por Chris às 19h15
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   QUASE UM ROMANCE

"Quando um ser querido nos dá um livro para ler, é a ele quem primeiro buscamos nas linhas: seus gostos, as razões que o levaram a nos colocar esse livro entre as mãos, os fraternos sinais. Depois é o texto que nos carrega e esquecemos quem nos mergulhou nele: toda a força de uma obra está, justamente, no varrer mais essa contingência!

Entretanto, com o passar dos anos, acontece que a evocação do texto traz a lembrança do outro; certos títulos se transformam, então, em rostos."

Pennac, Daniel – Quase um romance. P. 84/85.



Escrito por Chris às 14h31
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   Uma das minhas preferidas do Olavo Bilac:

      "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
       Perdeste o senso!
       E eu vos direi, no entanto,
       que para ouvi-las, muitas vezes desperto
       e abro as janelas, pálido de espanto...
       E conversamos toda a noite, enquanto a Via-Láctea, 
       como um pálido aberto, cintila.
       E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
       inda as procuro pelo céu deserto.
       Direis agora: "Transloucado amigo!
       Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem
       quando estão contigo?
       E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
       Pois só quem ama pode ter ouvido
       capaz de ouvir e de entender estrelas."
 
       Ouvir Estrelas - Olavo Bilac
       Poesia, Via Láctea, 1888.
 


Escrito por Chris às 14h28
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O Amor Antigo


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Chris às 13h19
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   INICIAR A SEMANA...

Depois de um final de semana agitado, engrenar no trabalho, blog, fotoblog (está um barato com as fotos do "Arraiá de Larissa e Rafaela"), é meio complicado, mas como hoje é terça-feira, já está ficando mais fácil...

Estou lendo "Moça com brinco de pérola". Espero terminar antes do filme sair de cartaz.

Comprei as fitas em VHS da série Superbebê sobre música e cores. As crianças curtiram demais! Ah, muito bom está o novo cd (infantil) da Adriana Calcanhoto ("bebê sem chupeta, Romeu sem Julieta, sou eu assim sem você...")



Escrito por Chris às 13h15
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