ANTÍDOTO
   HILDA HILST - DO DESEJO

Que canto há de cantar o que perdura?

A sombra, o sonho, o labirinto, o caos

A vertigem de ser, a asa, o grito.

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:

O que tu pensas gozo é tão finito

E o que pensas amor é muito mais.

Como cobrir-te de pássaros e plumas

E ao mesmo tempo te dizer adeus

Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?

O toque sem tocar, o olhar sem ver

A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Como te amar sem nunca merecer?



Escrito por Chris às 15h19
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   NOVAS FOTOS NO FOTOBLOG. APAREÇAM POR LÁ!

Escrito por Chris às 18h35
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"UMA ALEGRIA BREVE PODE VIR A SER UMA ALEGRIA INTERMINÁVEL."

CARPINEJAR



Escrito por Chris às 17h55
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BANDEIRA

eu não quero ver você cuspindo ódio

eu não quero ver você fumando ópio

pra sarar a dor

Eu não quero ver você chorar veneno

não quero beber o teu café pequeno

eu não quero isso seja lá o que isso for

eu não quero aquele

eu não quero aquilo

peixe na boca do crocodilo

braço da vênus de milo acenando ciao

não quero medir a altura do tombo

nem passar agosto esperando setembro

se bem me lembro

o melhor futuro este hoje escuro

o maior desejo da boca é o beijo

eu não quero ter o tejo me escorrendo das mãos

quero a guanabara quero o rio nilo

quero ter estrela flor estilo

tua língua em meu mamilo água e sal

nada tenho vez em quando tudo

tudo quero mais ou menos quanto

vida vida noves fora zero

quero viver quero ouvir quero ver

(se é assim, acho que vim pra te ver)

ZECA BALEIRO (CD - POR ONDE ANDARÁ STEPHEN TRY?)



Escrito por Chris às 10h56
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LITERATURA INFANTO-JUVENIL

"Cadê meu travesseiro" (Ana Machado) - Salamandra - Livro com rimas deliciosas para as crianças e aqueles que gostam de lembrar da infância, com partes de músicas ou versinhos antigos. Um primor!

"O menino que queria ser celular" (Marcelo Pires e Roberto Lautert) - Editora W11 - Às vezes os pais ficam mais próximos aos seus celulares que dos próprios filhos... Vale a pena conferir!



Escrito por Chris às 10h52
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“O HOMEM CONSTRÓI CASAS PORQUE ESTÁ VIVO, MAS ESCREVE LIVROS PORQUE SE SABE MORTAL. ELE VIVE EM GRUPO PORQUE É GREGÁRIO, MAS LÊ PORQUE SE SABE SÓ. ESTA LEITURA É PRA ELE UMA COMPANHIA QUE NÃO OCUPA O LUGAR DE QUALQUER OUTRA, MAS NENHUMA OUTRA COMPANHIA SABERIA SUBSTITUIR.”

DANIEL PENNAC

“É O QUE VOCÊ LÊ QUANDO NÃO TEM QUE FAZÊ-LO QUE DETERMINARÁ O QUE VOCÊ SERÁ QUANDO NÃO PUDER EVITAR”  

OSCAR WILD 

“ONDE SE QUEIMAM LIVROS CEDO OU TARDE SE QUEIMAM HOMENS.”

HEINRICH HEINE

 

                                                                



Escrito por Chris às 08h02
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DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO LEITOR  (Daniel  Pennac)

O direito de não ler.

O direito de pular páginas.

O direito de não terminar um livro.

O direito de reler.

O direito de ler qualquer coisa.

O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível), ou seja, a leitura pelo mero deleite ou fruição.

O direito de ler em qualquer lugar.

O direito de ler uma frase aqui e outra ali.

O direito de ler em voz alta.

O direito de calar.



Escrito por Chris às 07h55
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Deito-me ao comprido na erva

E esqueço de tudo quanto me ensinaram.

O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio.

O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.

O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.

O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.

ALBERTO CAEIRO



Escrito por Chris às 17h01
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         MONDRIAN       

Escrito por Chris às 16h55
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   FERNANDO PESSOA

O verde do céu azul antes do sol ir a nascer,

E o azul branco do ocidente onde o brilhar do sol se sumiu.

 

As cores verdadeiras das coisas que os olhos vêem -

O luar não branco mas cinzento levemente azulado.

 

Contenta-me ver com os olhos e não com as páginas lidas.

 

Alberto Caeiro 



Escrito por Chris às 16h52
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   FERNANDO PESSOA

Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não tem pressa o sol e a lua:estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.

Não; não tenho pressa.

Se estendo o braço, chego exactamente onde meu braço chega -

Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não onde penso.

Só me posso sentar onde estou.

E isto me faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,

E somos vadios do nosso corpo.

ALBERTO CAEIRO

POESIA, CIA. DAS LETRAS, P.162.



Escrito por Chris às 16h48
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   Matisse

   Colorir emoções com Matisse  

Escrito por Chris às 16h08
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   Meu blog está com cara de prosseco!

Só de falar dá vontade de sentir as borbolhas geladas na boca, descendo pela garganta. Beijos para acompanhar a viagem da bebida... Mais um gole e outro e outro, no gargalo. É tudo de bom!

"Mais uma dose

É claro que eu tô a fim

A noite nunca tem fim

Por que que a gente é assim?"

"Ser teu pão, ser tua comida

Todo amor que houver nessa vida..."

"O meu futuro é duvidoso..."

CAZUZA



Escrito por Chris às 15h58
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   TOCANDO NO RÁDIO

"Eu tô na lanterna dos afogados

Eu tô te esperando

Vê se não vai demorar."

(Paralamas)



Escrito por Chris às 15h49
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SEXTA FEIRA, MEU BLOG ESTÁ COM CARA DE FESTA, FESTA, FESTA!!!



Escrito por Chris às 17h53
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   PENSAMENTO DO DIA

"Quando olho para trás fico sem saber o que realmente sou. Porque tenho sido todo, e creio que minha verdadeira vocação é procurar o que valha a pena ser."

Monteiro Lobato, 1928



Escrito por Chris às 17h52
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"Às vezes, no meio do oceano de compromissos e da correria da vida moderna, a gente consegue roubar algum tempinho e cria um hiato que suspende as interferências externas. Um pequeno paraíso em que tudo o mais fica de fora. Pode ser... um bom livro, uma caminhada em meio a uma paisagem bonita, uma conversa descontraída com velhos amigos, uma hora sem interrupções ouvindo um cd preferido, uma deliciosa refeição em boa companhia, sem pressa. Costumo pensar nisso como ilhas no tempo."

Ana Maria Machado, Ilhas no tempo - algumas leituras, p. 7.

Em 2005, gostaria de continuar criando hiatos, ilhas no tempo da minha vida. Meus amigos estão convidados, é claro! Espero vocês.



Escrito por Chris às 15h18
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   ADORÁVEL - FRAGMENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO - R. BARTHES, P 16/17

"(Dizem-me: este gênero de amor não é viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que o que é viável seria um Bem? Por que durar seria melhor que queimar?)

(...)

Abandono alegremente tarefas insípidas, escrúpulos razoáveis, condutas reativas, impostos pelo mundo, em prol de uma tarefa inútil, oriunda de um Dever vivo: o Dever amoroso. Faço discretamente coisas loucas; sou a única testemunha de minha loucura. O que o amor desnuda em mim é a energia. Tudo que faço tem um sentido (posso pois viver, sem gemer), mas esse sentido é uma finalidade inapreensível: nada mais é do que o sentido de minha força. As inflexões dolentes, culposas, tristes, todo o reativo de minha vida quotidiana é subvertido."



Escrito por Chris às 15h04
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   MUDANÇAS

TROQUEI O MODELO DO BLOG. 2005 DE CARA NOVA! AINDA NÃO ME ACOSTUMEI COM ELE... O QUE VOCÊS ACHARAM, HEIM? SINCERIDADE, TÁ? VOLTO AO MODELO ANTIGO, PROCURO OUTRO... AGUARDO SUGESTÕES. BEIJOS!!!

Escrito por Chris às 14h54
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   “São Paulo, 23.01.43

 E você tem razão, Fernando. O que eu quis foi apenas dar mais humanidade ao seu egoísmo. Digo mesmo: dar mais egoísmo, dar mais profundidade ao seu sofrimento e ao seu egoísmo. Porque você ainda não é o “egoísta” no sentido em que Milton, Goethe, Dante, Camões o foram, no sentido em que o artista, o homem tem que ser egoísta. Pra se realizar. Você pensa “nos outros”, hesita em “sacrificar os outros”, e esta aparência de humanidade é que me parece desumana. Mesquinhamente humana. Apoucadamente humana, como si a sua humanidade de você se resumisse às quatro ou cinco pessoas que você toca com a mão!

 Eu não sei, Fernando, eu não estou aconselhando nada, V. tem que resolver sozinho. Mas haverá mesmo o que resolver! Tudo não estará indo certo? E neste caso o seu sofrimento e as suas dúvidas não derivam nem das circunstâncias da sua vida, nem da sua mocidade ávida do sofrer, mas das próprias realidades tão confusas da vida atual do homem. Não será talvez preferível e mais profundamente egoísta você não sacrificar nada, nem facilidades, nem amor, nem gozo, nem inimigos, nem incompreensões, mas viver tudo isso junto, em tudo procurando apurar o que você é e buscando se superar em você? Praque imaginar si do outro lado do túnel faz dia ou faz noite? Só tem um jeito de saber: é ir até lá. O perigo não é encontrar noite lá, mas encontrar a noite e imaginar que é o dia.”

(...)

Mário

FERNANDO SABINO

MÁRIO DE ANDRADE

CARTAS A UM JOVEM ESCRITOR E SUAS RESPOSTAS

RECORD, 2003, P.96/97




Escrito por Chris às 03h14
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   REPETINDO ADÉLIA PRADO

"EU SEMPRE SONHO QUE UMA COISA GERA,

NUNCA NADA ESTÁ MORTO

O QUE NÃO PARECE VIVO ADUBA.

O QUE PARECE ESTÁTICO ESPERA."

(Do poema "Leitura")



Escrito por Chris às 03h12
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   IGUABA, VARANDA, VERÃO E VIOLÃO

"Morro de saudade de você

Morro de vontade, desejo

Coração nos olhos, imagem

Filme colorido na cabeça..."

(Gal Costa)

 

"Dói

de tanto medir a distância

saber que não vou te tocar

além da lembrança

a tua falta é sol sem calor

está aqui mas se foi

virou estrela, a nossa estrela

no céu..."

(Beto Guedes - No céu com diamantes)

 

"Tô com saudade de tu,

Meu desejo

Tõ com saudade do beijo e do mel

Do teu olhar carinhoso

Do teu abraço gostoso

De passear no teu céu

É tão difícil ficar sem você

O teu amor é gostoso demais

Teu cheiro me dá prazer

Quando estou com você

Estou nos braços da paz

Pensamento viaja

E vai buscar

Meu bem querer

Não posso ser feliz assim

Tem dó de mim

O que é que eu posso fazer."

(Bethânia) 

 

"A vida leva e traz

A vida faz e refaz..."

(Zizi Possi)



Escrito por Chris às 02h55
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   SAUDADE

                                                                      OCO

VAZIO

APERTO

PEITO

ALMA

NUA

FARPA

AUSÊNCIA

SUA

PRESENÇA

CONSTANTE



Escrito por Chris às 02h29
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   LÁGRIMA

 

ÁGUAS-MARINHAS

GIRASSÓIS

LEMBRANÇAS

GOTAS SALGADAS

NA BOCA

FALTA

VOCÊ



Escrito por Chris às 02h25
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   FIAT LUX

PARADAS SÚBITAS

CAMISAS ABERTAS

BLUSAS SUSPENSAS

MEU CORAÇÃO EM SUSPENSE

NÓS A PROCURA DO ESCURO,

AMALDIÇOANDO A CLARIDADE NOTURNA,

TORCENDO INTIMAMENTE POR UM APAGÃO.

O BREU NÃO VEIO, ENTÃO, FECHAMOS OS OLHOS

NUM BEIJO...

ENCONTRAMOS, ENFIM, A AUSÊNCIA DA LUZ

E, PARADOXALMENTE, TUDO SE ILUMINOU.

 

 



Escrito por Chris às 02h23
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   TEMA E VARIAÇÕES

 Sonhei ter sonhado

Que havia sonhado.

 

Em sonho lembrei-me

De um sonho passado:

O de ter sonhado

Que estava sonhando.

 

Sonhei ter sonhado...

Ter sonhado o que?

Que havia sonhado

Estar com você.

Estar? Ter estado.

Que é tempo passado.

 

Um sonho presente

Um dia sonhei.

Chorei de repente,

Pois, vi, despertado,

Que tinha sonhado.

Manuel Bandeira, Meus poemas preferidos, Ediouro, p.93.



Escrito por Chris às 02h21
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   PARIS

Sonhei que viajávamos de carro pelas ruas de Paris. Eu torcia intimamente para que todos os sinais estivessem vermelhos, pois nesses momentos sua mão largaria o volante e passearia sobre meu braço esquerdo: carinho, cumplicidade, quase-amor.

Vimos, ao longe a Notre-Dame. “Século XII”, alertou-me com graça. Combinamos uma ida ao Trocadero, local onde poderíamos admirar melhor a Torre Eifel. Avenida Champs-Elisées: mais uma parada para troca de olhares e toques sutis. Eu queria visitar o Opera, você o Museu Rodin. Precisávamos ter todos aqueles lugares guardados na memória. Versailles também nos chamava. Iríamos de trem. Uma “passadinha” no Louvre, Montmartre e a vista da Sacré-Coeur. Perfeito. Depois, a tradicional voltinha no Bateau-Mouche, o mal-cheiro de um gringo falando alto demais e o repentino sacolejo ao passarmos por outra embarcação.

Tudo balançou. Acordei assustada, olhando para os lados. Então, procurei aquele calor, antes tão próximo. Busquei na pele vestígios dos hábeis e suaves dedos. É claro, não havia, mas a vontade de encontrar um pouco do sonho no meu corpo era tanta que pude ver, com clareza, as suas impressões digitais  tatuadas em mim.

Sinais fechados, sinais de afeto, sinais marcados definitivamente na lembrança da minha epiderme.

Paris? Onde estávamos mesmo? Paris já não importava.



Escrito por Chris às 02h19
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 “New York, 17 de setembro de 1946

Talvez porque agora você já não esteja sofrendo muito, mas sofrendo bem: é uma diferença bem importante, para qual o Mário sempre me chamava a atenção. A gente sofre muito: o que é preciso é sofrer bem, com discernimento, com classe, com serenidade de quem já é iniciado no sofrimento. Não para tirar dele uma compensação, mas um reflexo.”    (...)

Fernando

 

Cartas perto do coração

Fernando Sabino

Clarice Lispector

Record, 3ª edição, p.60.



Escrito por Chris às 02h17
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"O AMOR É ALGO FEITO UM LAMPEJO QUE SURGIU NO MUNDO

ESSA COR, ESSA MANCHA

QUE A MIM CHEGOU DE DETRÁS DE DEZENAS DE MILHARES DE MANHÃS

E NOITES ESTRELADAS

COMO UM PUÍDO ACENO HUMANO

MANCHA AZUL QUE CARREGO COMIGO

COMO CARREGO MEUS CABELOS

OU UMA LESÃO OCULTA ONDE NINGUÉM SABE"

(FERREIRA GULLAR - O amor é prosa sexo é poesia, Arnaldo Jabor, p. 166) 



Escrito por Chris às 21h16
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   "PORQUE ÀS VEZES O AMOR SE ALIMENTA DA SUA IMPROBABILIDADE. PORQUE ÀS VEZES A VERTIGEM DO OUTRO É GRANDE DEMAIS, É AMPLA DEMAIS, E A ÚNICA MANEIRA DE ABARCÁ-LA E TENTAR ORGANIZÁ-LA É ATRAVÉS DA DESMEDIDA DO AMOR."  (Adriana Lisboa - Sinfonia em branco)

Escrito por Chris às 21h12
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