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Material escolar comprado, uniformes e fantasias também. Resolvendo as coisas do lar durante as férias... Ser mãe é isso aí! Os milhares de beijos estalados na bochecha compensam tudo. Mas, ai que dorzinha de cabeça chata, depois de um dia daqueles...
Escrito por Chris às 19h01
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Quem nasce com um coração?
Coração tem que ser feito.
Já tenho uma porção
Me infernando o peito.
Com isso ninguém nasça.
Coração é coisa rara
Coisa que a gente acha
E é melhor encher a cara.
PAULO LEMINSKI
Escrito por Chris às 18h57
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Depois de uma semana de "festas", show da Margareth Meneses, Daniela Mercury e Sandra de Sá no Canecão, com direito a dormir com as amigas no Solar do Amanhecer, por causa do temporal, o tempo fechou de verdade. Vou ter que passar o Carnaval em Niterói, por motivo de doença em pessoa da família. Ficar por aqui nessa época do ano não rola há mais de vinte anos... Espero que dê tudo certo.
Escrito por Chris às 21h41
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FÉRIAS
Hoje é meu último dia no trabalho, antes das férias. Maravilha!!! O blog certamente ficará desatualizado... Praia, cinema e barzinho com os amigos. Tudo de bom! Depois do reinado de Momo a vida real recomeça...
Escrito por Chris às 09h50
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NOVAS FOTOS NOS FOTOBLOGS: MEUS MOMENTOS E VÕO DO OLHAR (LINKS AO LADO).
Escrito por Chris às 10h54
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Final-de-semama agitadíssimo... Três dias de festa. Preciso me recuperar!!! Mais uma vez: Ai que soninho!Quero um feriado, com urgência, só para descansar. Com a Vilma no Brasil, essa tarefa é praticamente impossível.
"Poeira, poeira
Levantou poeira!!!"
Escrito por Chris às 09h55
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Raquel de Queiroz, escritora brasileira recém-falecida, deu há alguns anos uma entrevista à TV Cultura de São Paulo. A repórter lhe perguntou se era verdade que ela preferia o jornalismo à literatura. A escritora confirmou. A moça quis saber então por que ela produzia literatura. Raquel olhou-a com espanto e perguntou: "Minha filha, você já ficou grávida?". Diante da negativa da entrevistadora, arrematou:"Então, quando se fica grávida, é imperativo parir!". Pois é, "sapo não pula por boniteza, mas, porém, por precisão..."
Revista "Discutindo Literatura" nº 1
Escrito por Chris às 15h30
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À FLOR DA PELE - TOCANDO NO RÁDIO
"O que será que me dá
que me bole por dentro será que me dá
que brota à flor da pele será que me dá
e que me sobe às faces e me faz chorar
e que me salta aos olhos a me atraiçoar
e que me aperta o peito e me faz confessar
o que não tem mais jeito de dissimular...
"O que será?" (Chico Buarque)
Escrito por Chris às 10h34
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"Pois se tem cabimento que as coisas acabem.
E quando elas acabam, se é que acabam, para onde vão? Para onde vão todas as coisas? Meu Deus, para onde? Pois não era isso, esta altercação entre sentidos e siso, ela mesma a promessa de eternidade? E não era isso, essa sofisticação doente dos sentidos, essa patologia cobiçada a única conclusão possível de tantas quantas podiam ocorrer? E acabou, havia acabado, passado, pretérito, acabara a paixão entre nós? Fim para todo o sempre, o eterno com os dias contados. A única certeza que tínhamos, eu e tu, na idade tenra dos nossos corpos, acabou-se quando te virei as costas, quando desisti, quando assinei o armistício. Acabou a paixão; como o organismo cura a gripe, como um batalhão de anticorpos vencendo a bactéria invasora, como uma machucadura que a pele nova vai encobrindo. Deus nos fez perfeitos e saudáveis.
A paixão, uma doença?"
(Cíntia Moscovich)
Escrito por Chris às 19h43
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"Não, não podia deixar que se pusesse o ponto final onde a frase não se esgotara."
"Eu te recebia a meu lado, na languidez que era tua, na preguiça que que era a tua, no hálito de odores conhecidos que era o teu. E alegre e feliz me envolvias com braços de marfim e com pernas sólidas, grossos troncos de carne, sangue, músculos, apavorando a noite, apavorando a noite e todas as luas. A lua maior, o satélite de maior intensidade e maior brilho, era a tua cara. Tua cara no sono, o ar entrando em ti devagar e profundamente, as narinas dilatando-se minúsculas, único sinal de que não era a morte que chegara, muito embora o amor chacine e mate, como a mim assassinou no tempo que jejuei sem ti, acumulando pecados ao invés de remissões."
(Cíntia Moscovich)
Escrito por Chris às 19h30
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"CONTO HISTÓRIAS PARA AGRADECER À VIDA AS TANTAS E TANTAS HISTÓRIAS QUE ELA FAZ BROTAR NAS MARCAS DAS MINHAS PEGADAS. PARA REVERENCIAR O QUE HÁ DE SAGRADO EM AQUI ESTAR. PARA QUE O VENTO CARREGUE O MEU PALAVREAR EM SEU SOPRO E SOPRE-O COMO SEMENTES MIUDITAS, PARA QUE BROTEM COMO HISTÓRIAS GRANDIOSAS EM MARCAS DE OUTRAS PEGADAS E, ASSIM, ELAS VIVAM TERNAS E ETERNAS, COM A VERDADE DOS QUE CRÊEM NO FINAL FELIZ."
Kika Freyre - Contadora de Histórias (Grupo ZUMBAIAR de Contadores de Histórias - Recife/PE) e Psicóloga.
Escrito por Chris às 12h41
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NOVAS FOTOS NO "VÔO DO OLHAR": http://voodoolhar.nafoto.net/
Escrito por Chris às 16h35
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FERNANDO PESSOA
"Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
mas um animal humano
que a Natureza produziu."
Escrito por Chris às 15h12
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"QUEM É BELO
É BELO AOS OLHOS - E BASTA
MAS QUEM É BOM
É SUBITAMENTE BELO.
(SAFO DE LESBOS)
"(...) NADA IMPEDIRÁ MEU CAMINHO ATÉ A MORTE-SEM-MEDO,
DE QUALQUER LUTA OU DESCANSO ME LEVANTAREI FORTE E BELA COMO UM CAVALO NOVO."
(CLARICE LISPECTOR - PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM)
Trechos publicados na revista "Discutindo Literatura"
Escrito por Chris às 15h03
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VESTIBULAR DO CHOPE - STEAK HOUSE
Fui dormir às 4h da madrugada... Cheia de "alpiste" na cabeça. Estou caindo de sono. Preciso providenciar uma cama para minha sala na PR.
Estou quase deitando no tapete...
Escrito por Chris às 14h58
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MART'NÁLIA AO VIVO
O novo CD da Mart'nália, está show! Tem convidados especiais:Caetano Veloso, Djavan, Martinho da Vila, Moska e Zelia Duncan. Samba de primeira! "Molambo" com Djavan, então, é boa demais. Não deixem de ouvir!
"Bom é não saber
O quanto a vida dura
Ou se estarei aqui
na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma."
(Mart'nália e Z. Duncan)
Escrito por Chris às 11h38
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DISCUTINDO LITERATURA
Saiu o primeiro número da revista Discutindo Literatura. Seus temas são: Patativa do Assaré, Augusto dos Anjos, Marcel Duchamp, dentre outros. Linda publicação, caprichada, com resenhas de livros, curiosidades e muito, muito mais. Vale a pena conferir.
Escrito por Chris às 11h29
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Aniversário da minha irmã Denize (Tutu para as crianças) - almoçamos juntas para comemorar. Parabéns, Tutu!!!
Hoje estou solta: maridão em Macaé e as crianças dormindo na casa da sogra. Bom para tomar uma cerveja com as amigas, "molhar a palavra" e relaxar. Tudo de bom! Só faltava ser feriado amanhã. Seria querer demais...
Escrito por Chris às 13h26
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"PENSAR UMA FLOR É VÊ-LA E CHEIRÁ-LA
E COMER UM FRUTO É SABER-LHE O SENTIDO."
(FERNANDO PESSOA)
Escrito por Chris às 11h05
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AFETO

Escrito por Chris às 11h03
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MACAU - PAULO H. BRITTO
"Isso que veio na mensagem mandada
pelo correspondente mesmo a quem
você havia escrito ainda há pouco
é uma resposta, certo, porém
não corresponde ao dito e pedido -
ninguém responde assim - isso que veio
é certamente espúrio, sim, um aborto
da tecnologia, pois até o correio
eletrônico escreve às vezes torto
por suas linhas insuportavelmente retas."
"Em torno de uma mesa sem toalha
a discutir a difícil questão:
por que todo argumento encalha
quando se tenta explicar a certeza
que inspira o que dispensa explicação.
Constrangimento geral nesta mesa.
Alguém pigarreia. Ninguém se atreve a
dizer palavra que pareça prévia-
mente pensada pra causar surpresa.
Quem sabe a coisa não tem solução.
Não será este silêncio, talvez, a resposta final?
Mas algo atrapalha
o silêncio, impede a concentração
total. Talvez a falta de toalha."
Escrito por Chris às 10h58
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INSPIRADA EM OUTROS FOTOBLOGS, RESOLVI MONTAR UM COM AS MINHAS FOTOS DE PAISAGENS, TENTANDO COMBINAR IMAGEM E POESIA A PARTIR DE DIVERSOS TEMAS. ESTOU BEM NO COMECINHO DESSA IDÉIA... AGUARDO SUGESTÕES.
O ENDEREÇO É: http://voodoolhar.nafoto.net/
Escrito por Chris às 10h07
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PARA COLORIR ESSE DIA CHUVOSO E CINZA, SÓ MESMO COM AS TINTAS DO MIRÓ E A POESIA DA HILDA HILST.
Escrito por Chris às 17h56
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HILDA HILST
"Como se tu coubesses
Na crista
No topo
No anverso do osso
Tento prender teu corpo
Tua montanha, teu reverso.
Como se a boca buscasse
Seus avessos
Assim te busco
Torsão de todas as funduras.
Persecutória te sigo
Amarras, músculo.
E sempre te assemelhas
A tudo que desliza, tempo,
Correnteza.
Na minha boca. Nos ocos.
No chanfrado do nariz.
Rio abaixo deslizas, limo
Toco, em direção a mim."
Escrito por Chris às 17h48
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MAIS FOTOS NO FOTOBLOG !!!
Escrito por Chris às 16h48
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"SEXUS"
A liberdade erótica de um depravado 15/01/05
"Sexus", romance obsceno da trilogia autobiográfica de Henry Miller
Sexus, de Henry Miller. Tradução de Sergio Flaksman. Companhia das Letras, 584 pgs. R$55
Oprincipal mérito do escritor Henry Miller foi romper barreiras, militando contra a hipocrisia e o falso moralismo. Daí seu sucesso entre os jovens, que o redescobrem a cada geração. Daí, também, ter sido ídolo do movimento beat, para quem sua rebeldia iconoclasta e atitude de enfrentamento ante a sociedade serviram de modelo. Miller também inspirou Bukowsky, outro vagabundo escritor, a quem só interessavam duas coisas na vida: mulheres e álcool, não necessariamente nessa ordem.
Integrante da colônia de boêmios que perambulavam por Montparnasse e Montmartre, Miller relacionou-se com artistas e delinqüentes, até fazer da arte uma forma de delinqüência. Quando se radicou em Paris, nos anos 30, tinha US$10 no bolso e a vontade de virar escritor — o que só aconteceu aos 43 anos, quando publicou "Trópico de Câncer", relato confessional sobre suas constantes mudanças de emprego, sua luta pela subsistência e as experiências com prostitutas. Miller afirmava que as pessoas viviam em bancarrota espiritual: afastado das dimensões mais profundas da existência, o homem só poderia retomar contato com sua alma pela libertação da carne.
Quando "Trópico de Câncer" surgiu em Paris, em 34, o poeta Erza Pound comentou: "Por fim, um livro obsceno digno de ser lido". De "Sexus", de 49, pode-se dizer o mesmo, e vale lembrar a diferenciação que o autor fazia entre obscenidade e pornografia: "A obscenidade é um processo purificador enquanto a pornografia apenas aumenta a sujeira". O romance é o primeiro volume de uma trilogia autobiográfica, sugestivamente intitulada "A crucificação rosada" (ou "encarnada", em traduções anteriores), continuada com "Plexus" (1952) e "Nexus" (1959).
Sobre o processo de criação, Miller declarou: "Fiz uso, ao longo desses livros, de irruptivos assaltos ao inconsciente, tais como sonhos, fantasias burlescas e trocadilhos pantagruélicos, que emprestam à narrativa um caráter caótico, excêntrico, perplexo". Também escreveu ensaios, como "O tempo dos assassinos", sobre Rimbaud. Mas, mesmo quando escrevia sobre os outros, ou sobre personagens fictícios, na verdade só tinha um tema, e errou quem pensou em sexo. Miller só sabia falar de si mesmo, e não apenas no sentido em que o elemento autobiográfico constituiu o corpo e a alma de sua escrita: ele era o objeto de sua monomania, o que ao mesmo tempo diferencia e enfraquece o valor literário de seus textos.
Adorador do próprio falo, escrevia para exibir virilidade e exaltar sua potência, num exercício masturbatório em que o orgasmo vinha pela caneta. Miller reconheceu isso ao declarar: "Para mim, o livro é o homem, e o meu livro é o homem que eu sou, ardente, obsceno, turbulento, pensativo, escrupuloso, mentiroso e diabolicamente sincero".
O autor dizia ter três tipos de leitores: os que gostavam das digressões filosóficas e reclamavam das cenas de sexo desenfreado, os que gostavam das cenas de sexo e reclamavam dos monólogos filósofos e, por fim, quem entendia que tudo era uma coisa só, duas faces da mesma matéria vital. Pode ser, mas a inflação de descrições de atos sexuais soa hoje ultrapassada e, ironicamente, tediosa. O amor louco do protagonista também ficou datado. Já quando Miller expõe a angústia da criação literária, e seu ambivalente sentimento de inferioridade frente aos gênios da raça, permanece atual.
Foi em Paris, em 31, que conheceu Anaïs Nin e ambos formaram com June Mansfield, mulher do escritor, o triângulo amoroso mais famoso da vida literária — retratado no filme "Henry e June". Henry e Anaïs exploraram cruamente o erotismo, dessacralizando o amor físico. Ironicamente, o escritor afirmava que, pelo exercício desbocado do amor, alcançava elevado grau de espiritualidade.
Depois de uma temporada sustentado por Lawrence Durrell na ilha grega de Corfu, que lhe inspirou "O colosso de Marússia", Miller continuou na pobreza. Foram os soldados americanos que descobriram entusiasmados, em Paris, o autor, desconhecido em seu país. Miller voltou aos EUA em 40, fugindo da guerra. Mas seus livros ficaram censurados no país até 61.
O autor foi crítico mordaz do american way of life: "É uma terra cheia de objetos inúteis e ensinaram homens e mulheres a considerá-los úteis, a fim de serem explorados e degradados", escreveu em "Pesadelo refrigerado". Na vida e na literatura, encontrou na sexualidade uma fonte primitiva de alegria e vitalidade, fazendo da liberdade erótica uma forma de expressão. Ajudou a balançar alicerces enferrujados e a demolir falsos puritanismos da sociedade americana. Por tudo isso, merece ser relido, ainda que sua vaidade e auto-indulgência possam ser irritantes.
LUCIANO TRIGO é coordenador geral do Livro e da Leitura da Biblioteca Nacional
Escrito por Chris às 16h45
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HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Há 200 anos, nascia Hans Christian Andersen, o primeiro autor de livros infantis, como "O patinho feio" e "A pequena sereia" Em 2005, uma data importante para as crianças de todas as idades vai ser comemorada. Há 200 anos, em 2 de abril de 1805, nascia Hans Christian Andersen... Você deve estar se perguntando: queeeeem? Hans, que morreu em 1875, foi o inventor da literatura infantil, ou seja, dos livros escritos especialmente para vocês. Dá para imaginar o mundo sem eles? Hans escreveu "O patinho feio", "A pequena sereia", "O soldadinho de chumbo" e mais de 150 contos. No ano em que faria 200 anos, ele vai receber muitas homenagens. Uma delas será no carnaval. A escola de samba Imperatriz Leopoldinense vai contar a história da vida dele no seu desfile. Com a palavra, Rosa Magalhães, a carnavalesca da escola (que cria fantasias e planeja o desfile):
— A vida dele é igual à do patinho feio. Ele era pobre, feio e desengonçado e ficou famoso e feliz.
Hans nasceu na Dinamarca e era muito pobre. Morava numa casa pequenina e era filho de um sapateiro, que criava peças de teatro para animar o filho. Quando criança, ele era alto demais para a sua idade e, por isso, desengonçado. Há quem conte que ele escreveu a história do patinho feio se lembrando de sua infância. Será?
Hans escreveu o primeiro livro infantil em 1835. E fez o maior sucesso, tanto que até hoje você ouve as histórias desse gênio da literatura.
GLOBINHO - 15/01/05
Escrito por Chris às 16h42
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Recebi esse belo texto da amiga Aglaé, pronto para ser colocado no blog. Lá vai:
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Chris às 10h22
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