ANTÍDOTO
  

NOVAS FOTOS NO "Vôo do Olhar", "Larissa Florzinha" e "Meus Momentos"



Escrito por Chris às 18h34
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FELIZ ANIVERSÁRIO PARA NÓS! 10 ANOS DE CASAMENTO!!!!

29/04/2005



Escrito por Chris às 18h15
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   ALICES



Escrito por Chris às 18h14
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   SEXTA À NOITE

 

Resolvemos dar uma volta pela orla de Niterói para ver qual seria a boa da noite. Paramos no OLD WEST para experimentar o novo "point". Esperamos para entrar. O chope era Lokal e não estava tão gelado quanto gostaríamos. O bar/restaurante é bonito, mas o falatório em seu interior, insuportável. É necessário gritar num simples bate-papo. No andar superior, touro mecânico, jogos de dardo e sinuca, lotado de adolescentes. Nada contra, mas devo estar ficando velha para esse tipo de curtição, até porque não rolava sequer uma musiquinha ao fundo.

Fomos para o BOTEKO DO CHICO, então melhorou bastante. No calçadão dá pra conversar, namorar, observar as pessoas e ouvir o som dos músicos que passam. Há um prédio antigo ao lado do bar, completamente pichado, sujo e maltratado. Um dia, ele deve ter sido lindo, de frente para a praia (ainda não poluída), enfim, um sonho. Fiquei viajando ao observar aquela construção, imaginando os cômodos, os detalhes do imóvel que, para minha surpresa, o garçom informou estar com os três andares ocupados.Saímos dali e fomos terminar a noite no EMPÓRIO ICARAÍ, para tomar a água de coco Quissamã e uma Sol, com limão no gargalo, geladinha. Saímos de lá e flutuamos para casa, afinal, já estava mais que na hora de irmos para a cama.

 



Escrito por Chris às 16h44
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Outros Olhos

 

No fundo de cada cabeça devem existir outros olhos, uns olhos que enxergam para dentro, e provavelmente são eles que vêem as imaginações, as reminiscências, os sonhos, as idéias, as doidices que a gente pensa.

Enquanto os olhos que olham para fora se limitam a contemplar o que está na frente deles, esses tais olhos de dentro ora vêem o que querem, ora o que a gente quer ver.

Às vezes eles são obedientes. Outras são muito teimosos. Quase sempre são criativos. De vez em quando são tão sensíveis. São imprevisíveis, os olhos de dentro.

Em caso de necessidade, são capazes de reproduzir fielmente imagens que os de fora já viram, o que é chamado vulgarmente de lembrança, fenômeno fácil de ser compreendido.

É feito foto, filme, computador. Deve estar tudo registrado em alguma parte da memória.

O mais difícil de entender é como eles conseguem inventar coisas que os olhos de fora nunca viram:

Acontecimentos que não aconteceram.

Momentos que jamais passaram.

Situações completamente estapafúrdias.

Condições imaginárias.

Suposições.

Tragédias.

Finais felizes.

Sinais.

Hipóteses.

Subterfúgios.

Absurdos.

Desejos.

Aquilo que não existe, ou que não é visível, ou que ainda não foi descoberto, o que já foi embora, tudo o que está no brejo, o que está sempre no escuro, soterrado, escondido, após, por trás, o microscópio, a conjectura, o que foi arrancado, o que não foi aberto.

Brincar com os olhos de dentro pode ser engraçado.

É só imaginar o que quiser, por mais maluco que seja, e podem acontecer laranjas azuis – sóis sem luz – duas luas no céu – uma tartaruga veloz – uma fuga, um refúgio, um lugar – outro valor para "Pi" – paz aqui no planeta – cometas, estrelas cadentes, beijos noturnos, mil e uma viagens – paisagens à vontade do freguês – um Saturno sem anéis, uma ilha encantada, uma cidade tranqüila, uma casinha na floresta – festa de chuva no sertão – um patrão mão-aberta (ou qualquer outra pessoa inventada).

Quem manda nos olhos de dentro?

Será um Deus?

Um Louco?

Um desenhista?

Um escritor?

Um diretor de cinema?

Será o desejo da gente?

Há quem diga que é o inconsciente.

Há quem pense que é por acaso.

Eu não sei o que pensar.

Mando meus olhos de dentro pensarem sozinhos e lá se vão eles inventando caminhos.

Deixo o agora para trás.

Olho só para o depois.

Encontro o farol.

Sofro uma alucinação?

Tanto faz.

Faço uma poesia, então, e imagino um país.

Vejo a gente feliz num dia de sol.

Tem hora que o melhor que se pode fazer é ver a coisas com outros olhos.

Adriana Falcão (O doido da garrafa)

Obs: já publiquei esse texto antes, mas foi há tanto tempo... Resolvi postá-lo novamente. 



Escrito por Chris às 18h38
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DIABOS

Creio na existência de vários diabos no interior de cada ser humano. Eles, os capetas, costumam ter muito em comum, porém com tamanho e denominações totalmente diferentes. Há vários exemplos sob essa ótica e um deles é o demônio chamado Culpa. Ele persegue, subjuga, aniquila e causa mal estar em quem habita, diferente da Ansiedade, outro capeta dos nossos dias, que tira do prumo os seus hospedeiros. Poderia citar vários, mas cada homem deve ir aos poucos tomando contato, conhecendo os seus, para melhor lidar com eles.

São anjos tortos, caídos e se um dia foram luz, não podem conter em si somente trevas. Seres ambíguos e que, na verdade, equilibram a natureza. Estão soltos por aí e em cada esquina topamos com o Bicho-ruim, Seu Sete e quantos nomes quisermos lhe dar. Outro dia um deles me disse ser o reflexo da alma das pessoas. Não sei. Coisas do Capiroto para fazer a gente refletir.

- Lúcifer habita o Hades, inferno de cada um. Digo em público e, então, perguntam-me: "- Já li que o inferno são os outros. E eu, tão bonzinho e sem atitudes pecaminosas, irei para o céu?" Ah, essa pode ser mais uma faceta do Belzebu. A mera crença na existência do pecado pode trazer o Demo para fazer morada dentro de si.

No tarô, ele está diretamente ligado ao sexo, mas talvez se manifeste mesmo é na sexualidade reprimida, enrustida. Aí sim, surge com toda a sua força, fogo no olhar, vermelho de desejo, chifres pontudos, rabo chacoalhando e cheiro de enxofre no ar, ou seria de algo que queima o tempo inteiro, sem intervalos?

Do Diabo, uma coisa posso afirmar: ele arde, seja qual for a sua aparência.



Escrito por Chris às 15h32
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DOMINGO

 

A moleza era a da feijoada de sábado que fazia questão de ficar nesse corpinho esbelto e perdurou enquanto eu lia os jornais, naquela manhã ensolarada, depois do temporal da véspera. Cheiro de terra molhada. Passarinhos cantando no quintal da casa de mamãe.

À tarde: "Domingo, quero te encontrar e desabafar todo o meu sofrer..." Não, nada disso, pagode não! "Faz de conta que ainda é cedo...Como um dia de domingo..." Essa também não estava tocando. O som era de futebol na Globo e de longe a voz do Faustão. Que delícia! A lombeira depois da língua com batatas, cochilar no piso frio da sala, com a cabeça na almofada e uma certa dose de álccol na idéia. Tudo de bom.

Restava a noite, com pizza no apê, crianças fazendo o dever de casa na última hora, eu ajudando, enquanto preparava mamadeiras para a menor e elaborava a mente para encarar a segunda-feira. Pensava: vá lá mulher, encontrar os amigos, passear pelas livrarias, trabalhar, ler, produzir. Tudo isso também é bom. Lembrei de um encontro para o café, bem no meio da tarde, e comecei a me animar. Agora sim: estava pronta para dormir e encarar a semana que apenas se iniciava.



Escrito por Chris às 12h04
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Me Liga

Os Paralamas Do Sucesso

Eu sei
Jogos de amor são pra se jogar
Ah, por favor, não vem me explicar
O que eu já sei
E o que eu não sei
O nosso jogo não tem regras nem juiz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo o que eu tinha pra perder eu já perdi
O seu exército invadindo o meu país
Se você lembrar
Se quiser jogar
Me liga... liga
Mas sei
Que não se pode terminar assim
O jogo segue nunca chega ao fim
E recomeça a cada instante
A cada instante
Eu não te peço muita coisa
Só uma chance
Pus no meu quarto seu retrato na estante
Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance
Ah, como ia ser bom se você deixasse...
Se você lembrar
Se quiser jogar
Me liga... liga



Escrito por Chris às 19h07
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ANEL

 



Escrito por Chris às 19h03
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   "POR VOCÊ VOU ROUBAR OS ANÉIS DE SATURNO..." (RITA LEE)

                            



Escrito por Chris às 17h33
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   DIRETO DA WEB PARA O ANTÍDOTO:

Fotos lindas, encontradas por acaso na Internet, durante uma pesquisa escolar.

Grata surpresa!



Escrito por Chris às 16h55
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   OLHO DA RAFA

 

RAFAELA, CHRIS E LARISSA

BRINCANDO COM FOTOS

NO  COMPUTADOR



Escrito por Chris às 21h17
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BEIJOS PARA VOCÊS!

BOM FINAL-DE-SEMANA!



Escrito por Chris às 12h25
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ENFIM, NOVAS FOTOS NOS FOTOBLOGS!



Escrito por Chris às 12h52
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Os Paralamas Do Sucesso

Quase Um Segundo

Composição: Herbert Vianna

Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?



Escrito por Chris às 11h23
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   ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MONTEIRO LOBATO: 18/04/1882

Todo mundo já ouviu falar da boneca Emília. Ou leu sobre suas aventuras no Sítio do Picapau Amarelo, criado por Monteiro Lobato. O que talvez nem todos saibam é que, ao lado de histórias para crianças e adolescentes, ele deixou também uma obra para os adultos. Mas Lobato não era só um, era vários... Fazendeiro, jornalista e pintor, além de proprietário de uma importante revista de cultura, revolucionou nossa indústria editorial, fazendo livros bonitos e gostosos de ler. Sempre à frente do seu tempo, tinha o sonho como matéria-prima e procurou transformar o Brasil num país moderno e desenvolvido. Audacioso, empreendedor e criativo: este é o nosso Monteiro Lobato.
 
Pintura a óleo de Cesáreo Bernaldo de Quirós, 1922
 


Escrito por Chris às 11h11
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PARABÉNS, AGLAÉ, PELO SEU ANIVERSÁRIO! QUANDO IREMOS AO BAR DA RUA DONA MARIANA? ESTOU SÓ ESPERANDO. BEIJOS! FELICIDADES!



Escrito por Chris às 16h40
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Oi, Léo! Valeu pela lembrança. Eu já tinha esquecido da nossa ida a Teresópolis, ouvindo vinte vezes o mesmo cd. Voltamos chapados. E o boi (ou cavalo) no meio da pista? A nossa sorte foi o André estar sóbrio.

Artista: Leoni

Álbum: Você sabe o que eu quero dizer

Música: Temporada das Flores

Que saudade!
Agora me aguardem
Chegaram as tardes de sol a pino
Pelas ruas 
Flores e amigos
Me encontram vestindo
Meu melhor sorriso

Eu passei um tempo
Andando no escuro
Procurando
Não achar as respostas
Eu era a causa
E a saída de tudo
E eu cavei como um túnel
Meu caminho de volta

Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores

Eu te trago
Um milhão de presentes
Que eu achava
Que já tinha perdido
Mas estavam
Na mesma gaveta
Que o calor das pessoas
E o amor pela vida

Me espera
Estou chegando com fome
Preparando o campo
E a alma prás flores
E quando ouvir
Alguém falar no meu nome
Eu te juro que pode
Acreditar nos rumores


Escrito por Chris às 16h16
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18/04/2005 - 10h22

Diálogo entre Chico Buarque e Paul Auster abre festival literário em NY

Por Alejandra Villasmil

Nova York, 18 abr (EFE) - A faceta literária de Chico Buarque está muito ligada a seu processo criativo como músico, como ficou evidente em um diálogo entre o cantor e o escritor americano Paul Auster em um fórum literário em Nova York.

"Tenho uma necessidade inconsciente de escrever literatura de uma forma musical", disse Chico no último sábado em uma conversa com Auster, na abertura do festival internacional de literatura "Pen World Voices", em Nova York.

Como em uma conversa entre amigos, Auster revelou um Chico escritor e seu processo criativo na produção de literatura, em particular seu último romance, "Budapeste", traduzido para vários idiomas.

Muito apropriadamente para a ocasião, Chico Buarque leu um trecho desta obra - em sua tradução ao inglês - sobre um lingüista brasileiro que, em Budapeste, é seduzido pela língua húngara, "a única no mundo que o diabo respeita".

Enquanto Chico comentou sua produção literária, Auster confessou ter escrito as letras de três canções, às quais depois encomendou os arranjos. "Um romancista realmente bom faz uma composição musical quando
escreve", acrescentou.

"Cada vez que escrevo uma canção é porque me vem à mente e pronto. Só escrevo a letra e não penso na música. O compositor se encarrega disso", acrescentou Auster.

Surpreso, Chico pediu que ele explicasse como escreve as letras sem escutar a música em sua cabeça, acrescentando que sempre escreve a letra junto com a música ou primeiro a música, depois a letra, mas não ao contrário.

"Quando escrevo sem pensar na música, escrevo prosa", disse Chico, de 60 anos, que tem três romances publicados. "Sinto prazer quando escrevo, mas, claro, sempre haverá alguma luta, por exemplo, quando é preciso mudar uma palavra que não rima. Em minhas canções, tenho como regra não submeter a música às palavras", explicou Chico.

"Portanto, é preciso encontrar essa palavra que rime ou que se encaixe na música. Essa palavra pode ser completamente diferente em significado da palavra originalmente pensada para essa estrofe, mas é válida sempre que tiver o ritmo que busco", acrescentou.

Para Chico Buarque, escrever canções e literatura exigem o mesmo tempo e esforço. "Budapeste", por exemplo, foi escrito em dois anos e dois meses.
Ele também falou de como começou a escrever e de como a censura imposta pela ditadura militar brasileira o levou a escrever metáforas que às vezes nem ele mesmo entende quando as relê.

"Escrever literatura foi uma ambição da minha juventude. Meu pai, historiador e crítico literário, não me pressionou a escrever, mas apreciava quando eu escrevia. Aos 21 anos, comecei a compor canções, e isso foi o que me seqüestrou", lembrou.

Chico destacou também que a publicação de seu primeiro livro foi um risco, já que "ninguém pensa que um compositor bem-sucedido pode escrever um bom romance".

"Assumi o desafio. Após passar um ano sem escrever canções, me disse: 'algo anda mal; tenho que tentar outra coisa'. Então, há 15 anos, escrevi meu primeiro romance e as pessoas começaram a aceitar a idéia de que posso ser um escritor razoável", disse.

O primeirio dia do festival literário aconteceu na Biblioteca Pública de Nova York. O evento reunirá 115 importantes escritores de mais de 45 países até o próximo dia 22 de abril, entre eles o brasileiro Rubem Fonseca, o indo-britânico Salman Rushdie, o argentino Tomás Eloy Martínez, a mexicana Elena Poniatowska, o cubano José Manuel Prieto, o espanhol Antonio Muñoz Molina e a colombiana Laura Restrepo.




Escrito por Chris às 15h52
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   MAIS UMA DO MARCELO MOUTINHO:

Almada Negreiros

"(...) E eu tenho visto olhos!
Mas nenhuns que me vissem
nenhuns para quem eu fosse um achado existir
para quem eu lhes acertasse lá na sua ideia
olhos como agulhas de despertar
como íman de atrair-me vivo
olhos para mim!
Quando havia mais luz
a luz tornava-me quase real o seu corpo
e apagavam-se-me os seus olhos
o mistério suspenso por um cabelo
pelo hábito deste real injusto
tinha de pôr mais distância entre ela e mim
para acender outra vez aqueles olhos
que talvez não fossem como eu os vi
e ainda que o não fossem, que importa?
Vi o mistério!
Obrigado a ti mulher que não conheço."

Almada Negreiros




Escrito por Chris às 13h22
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   LI EM "O GLOBO" E COPIEI DO PENTIMENTO:

Doisneau

Acabo de saber que Le baiser de l'Hôtel de Ville, a foto de que mais gosto entre as tantas pérolas do francês Robert Doisneau (tenho em camisa, em pôster...), irá a leilão na França no dia 25 de agosto, com lance inicial de quase US$ 19 mil. A dona do original, que tem um selo de Doisneau, é Françoise Bornet, atriz que há 55 anos posou para a foto, beijando seu então namorado, Jacques Carteaud. Hoje com 75 anos, Françoise disse que Doisneau, morto em 1994, enviou a foto para ela poucos dias depois de tirá-la, por encomenda da revista americana Life, que pediu a ele imagens de jovens casais em Paris. O registro durante muito tempo foi tido como um flagrante, e não uma foto posada, até que em 1992 outro casal, Jean e Denise Lavergne, revelou à revista L'Express que eles também haviam sido clicados por Doisneau. O fotógrafo então de viu obrigado a revelar que tinha visto o casal se beijando num café, e que pedira a eles para fotografá-los depois. Posada ou não, é linda linda linda.

A título de curiosidade: não, Françoise e Jacques não estão mais juntos...



Escrito por Chris às 13h19
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Ontem, o tricolor carioca conquistou seu trigésimo campeonato, enquanto eu dormia profundamente (gostaria de ter ido ao Maracanã) então,  acordei com o barulho de fim de jogo, sem a menor empolgação... É verdade que sou flamenguista, mas meu pai era fluminense, e as partidas do seu time sempre foram motivos de festa.

Teria sido dia de churrasco, regado a cerveja, durante a tarde toda. A TV estaria do lado de fora, sem volume, e o rádio nas alturas, ligado na Globo AM, transmitindo o jogo para toda a vizinhança. Ele tinha a mania de torcer contra o próprio time, flu ou seleção brasileira - talvez para proteger seu coração - e xingava todos os jogadores, chamando o tricolor de "a máquina", como nos tempos do Rivelino. Deu uma camisa verde e grená para a neta mais velha, lembrança que ela guarda cheia de cuidados. Tentou vesti-la na irmã caçula, mas a ferinha não deixou. As duas dizem ser "flaminense", por pura falta de influência paterna.

Marido, sogro e cunhado tricolores, cada qual numa sala, em casas diferentes, assistindo o jogo. Apenas se telefonam, no final, para um rápido comentário sobre a partida. Se papai fosse vivo, estariam todos reunidos, soltando fogos de artifício.

Posso dizer que conheci UM "tricolor de coração". Por ele fiquei feliz com a conquista do campeonato e, certamente,  teria participado da festa, com muita energia, caso ela tivesse acontecido há uns cinco anos... Parabéns, velho, seu time é campeão!



Escrito por Chris às 12h49
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