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PARADA GAY/SP
2 MILHÕES DE PESSOAS
UNIÃO CIVIL JÁ!!!
Escrito por Chris às 10h45
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A PARADA GAY DO RIO ACONTECERÁ NO DIA 26/06/05. ESTAMOS FORMANDO UM GRUPO PARA COMPARECER AO EVENTO. ATÉ MAMÃE VAI! QUEM MAIS SE HABILITA?
Escrito por Chris às 10h33
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COISAS DE MULHER
Xico Sá tem razão, mas em determinadas fases da vida, quando conseguimos fechar a boca e aparecer com um novo visual (quilos a menos, unhas feitas, sobrancelhas idem, cabelos bonitos, pele lisinha, etc.) a auto-estima dá uma boa subida. Então, quando ela chega lá em cima, a gente volta a comer e beber tudo novamente. Existe coisa melhor que um bom prato regado àquela bebidinha? Tudo de bom!
Escrito por Chris às 20h53
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| Para reabrir o apetite das moças |
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De Xico Sá.
Época chata essa. As mulheres não comem mais, ou, no mínimo, dão um trabalho desgraçado para engolir, na nossa companhia, alguma folhinha pálida de alface.
A gente não sabe mais o que vem a ser o prazer de observar a amada degustando, quase de forma desesperada, uma massa, um cuscuz marroquino/nordestino, um cabrito, um ossobuco, um bife à milanesa, um torresmo decente.
Foi embora aquela felicidade demonstrada por Clark Gable no filme ''Os Desajustados'', quando ele observa, morto de feliz, Marilyn Monroe devorando um prato. E elogia a atitude da moça.
Toda preocupação feminina está voltada para a estatística das calorias, as quatro operações da magreza absoluta. É como se todas fossem posar para a ''The Face'' do dia para a noite. Mal sabem que isso não tem, para homem que é homem, quase nenhuma importância.
François Truffaut, o cineasta, padrinho sentimental deste cronista, já alertava, em depoimentos registrados em suas biografias, o valor insuperável das mulheres normais e o seu belo mundo de pequenas imperfeições.
Além do prazer de vê-las comendo, pesquisas recentes mostram que as mulheres com taxas baixíssimas de colesterol, costumam ser mais nervosas, dão mais trabalho em casa ou na rua. Nada mais oportuno para convencê-las a voltar a comer, reiniciá-las nesse crime perfeito.
Às fogazzas, aos pastéis, ao sanduíche de mortadela, ao lombo, de lamber os lábios, do bar e lanches “Estadão”... Ao prato do dia: hoje, virado à paulista; terça, dobradinha; quarta, feijoada; quinta, rabada; sexta um peixinho, mas com muito purê, arroz e molho na fartura; sábado, mais uma feijuca; domingo, bem, aquele macarrão com frango, um clássico.
O importante é reabrir o apetite das moças, pois homem que é homem não sabe sequer - nem procura saber - a diferença entre estria e celulite.
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Escrito por Chris às 20h46
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MUDANÇAS À VISTA:
Troquei de sala na PR/RJ e novas modificações estão gradativamente se aproximando... Depois eu conto aos amigos... (nada demais, só coisas boas).
Escrito por Chris às 20h40
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Um caso de simetria: o arrojo sem lastro é tão gratuito quanto é estéril a mera repetição. A propósito, João Cabral dizia não acreditar em salto triplo, mas sim em salto à distãncia...
Francisco Bosco - Da amizade, p. 43
Escrito por Chris às 20h36
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Eu Te Amo Você
Marina Lima
Composição: Kiko Zambianchi
Acho que não sei não Eu não queria dizer Tô perdendo a razão Quando a gente se vê
É tudo tão difícil Que eu não vejo a hora Disso terminar E virar só uma canção Na minha guitarra
Eu te amo você Já não dá prá esconder Essa paixão
Eu queria te ver Sentindo esse lance Tirando os pés do chão Típico romance
Mas tudo é tão difícil Que era mais fácil Tentarmos esquecer E virar só uma ilusão Nessa madrugada
Eu te amo você Já não dá prá esconder Essa paixão
Mas não quero te ver Me roubando o prazer da Solidão Eu te amo Te amo você Não precisa dizer O mesmo não Mas não quero me ver Te roubando o prazer da Solidão
Escrito por Chris às 18h07
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NÃO SEI AONDE ISTO PODE ME LEVAR
Não sei aonde isto pode me levar
desatei defesas
abriu-se
a caixa de surpresas
anjos
e demônios se alvoroçam
para me arrebatar.
Estou brincando com fogo
como se nadasse no mar.
Estou engolindo brasas
com sabor de caviar.
Nos pés há bolas de chumbo
mas começo a levitar.
Devo estar amando. Não sei
aonde isto pode me levar.
Affonso Romano de Sant'Anna. Vestígios, p. 119
Escrito por Chris às 18h02
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Retomar a delicadeza relegada ao esquecimento melhora a qualidade de vida e as relações cotidianas.
Neste novo mundo corporativo que está surgindo, há uma ferramenta que tende a ser mais importante na convivência profissional. Trata-se da afetividade. E a gentileza é um dos frutos da árvore do afeto.
"É desconcertante que após anos e anos de pesquisas e experimentações, eu tenha que dizer que a melhor técnica para transformar nossas vidas seja ser mais gentil". (Aldous Huxley)
Caderno Vida - JB - 21/05/05

FLORES PARA VOCÊS!!!
2006 - aniversário de dez anos - partida do inesquecível profeta Gentiliza.
Escrito por Chris às 17h49
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Sinto saudades de algumas pessoas, de determinados períodos da vida, sonho com isso... Acordo assustada, respiro e dou um tempo para o coração desacelerar. Corro para cozinha, ligo a cafeteira. Preciso do seu barulho. Quero o cheiro e o sabor do café para poder acordar de verdade e começar um novo dia.
Ultimamente, anda difícil terminar um livro. Leio para as crianças depois do jantar, brinco com elas e quando abro uma das biografias do Lobato, pensando na monografia, não consigo passar de duas páginas, pois adormeço profundamente. Terminei "Cartas na Rua", do Charles Bukowski, hoje. Li a maior parte no catamarã e na barca.
Caem do céu processos sobre a minha mesa. Ossos do ofício.
Amanhã, quero relaxar. Vou tomar uma cerveja gelada e comer churrasco em família, sentindo o sol quente no corpo... Bom demais! Se chover e fizer frio, melhor ainda, porque dá pra ler (e fazer outras coisas) debaixo das cobertas.
Não cabem mais livros em casa. Já levei três coleções para o meu quarto, na casa da mamãe. Isso é compulsão, paixão, sei lá! Alguns amigos entendem esse vício, mania, daquelas que causam um mal menor. Sou assim desde que me entendo por gente.
Sinto culpa quando não estou trabalhando no lugar e no horário onde deveria estar fazendo isso... Mas, hoje é sexta, final do dia e decidi me permitir um pouco mais de prazer (publico esse parágrafo?).
Estou indo embora, thau! Hora de bater em retirada rumo ao desejado fim-de-semana.
Beijos da Kritzzzzz !!!
Escrito por Chris às 18h46
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Mais de uma vez, durante a noite, ele sonhou com os mortos - os rostos familiares e os outros, meio esquecidos, evocados fugazmente. Agora, ao acordar, supôs que ainda faltava uma hora ou mais para o amanhecer; não haveria som ou movimentos enquanto isso. Tocou os músculos do pescoço, que haviam ficado tensos; a seus dedos eles pareceram inflexíveis e sólidos, mas não doloridos. Movendo a cabeça, podia ouvir os músculos rangerem. Sou como uma porta velha, disse consigo mesmo.
O Mestre - Colm Tóibín. Companhia das Letras, p.7.
Escrito por Chris às 16h16
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PARALAMAS DO SUCESSO

Escrito por Chris às 13h23
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Canção Pra Quando Você Voltar
Paralamas Do Sucesso
Quando o sol de cada dia entrar chamando por você querendo te acordar vai ter sempre alguém pra receber dizer pra esperar Você já vai chegar Alguém pra olhar a casa E alguém que regue o seu jardim Até você voltar E como é normal acontecer se num entardecer A dor te visitar Vai ter sempre alguém pra socorrer Fazer o seu jantar Dormir no seu sofá Enquanto a noite passa por mim Eu rego o seu jardim Você já vai voltar
Escrito por Chris às 13h16
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Seguindo Estrelas
Paralamas Do Sucesso
Composição: Hebert Vianna
Sigo palavras e busco estrelas O que é que o mundo fez Pra você rir assim Pra não tocá-la, melhor nem vê-la Como é que você pôde se perder de mim Faz tanto frio, faz tanto tempo Que no meu mundo algo se perdeu Te mando beijos Em outdoors pela avenida E você sempre tão distraída Passa e não vê, não vê
Fico acordado noites inteiras Os dias parecem não ter mais fim E a esfinge da espera Olhos de pedra sem pena de mim Faz tanto frio, faz tanto tempo Que no meu mundo algo se perdeu Te mando beijos Em outdoors pela avenida Você sempre tão distraída Passa e não vê, e não vê
Já não consigo não pensar em você Já não consigo não pensar em você
Escrito por Chris às 13h15
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A experiência poética é irredutível à palavra e, não obstante, só a palavra a exprime. A imagem reconcilia os contrários, mas esta reconciliação não pode ser explicada pelas palavras - exceto pelas da imagem, que já deixaram de sê-lo. Assim, a imagem é um recurso desesperado contra o silêncio que nos invade cada vez que tentamos exprimir a terrível experiência do que nos rodeia e de nós mesmos. O poema é linguagem em tensão: em extremo de ser e em ser até o extremo.
Octavio Paz - Signos em rotação, p.48
Escrito por Chris às 13h00
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MAIS LITERATURA
PAPO SAPATO (Pedro Bandeira), UM CANTINHO SÓ PRA MIM (Ruth Rocha) e PONTO DE VISTA (Ana Maria Machado), todos ilustrados pelo Ziraldo, em comemoração aos seus 25 anos de Melhoramentos.
Li os três para as meninas. A Ruth Rocha venceu por unanimidade. Belo texto e a ilustração mais criativa, trazendo réplicas de pinturas do Salvador Dalí e personagens de Alice no país das Maravilhas, facilmente reconhecidos pelas crianças. Adoramos!
Em segundo lugar ficou o Pedro Bandeira e em terceiro a Ana M. Machado. A vitória e as demais colocações foram decididas de forma apertada, pois os livros são de excelente qualidade. O trio julgador riu e se emocionou com esses "bambas" da literatura infantil.
Escrito por Chris às 12h44
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"A nossa herança cultural, desenvolvida através de inúmeras gerações, sempre nos condicionou a reagir depreciativamente em relação ao comportamento daqueles que agem fora dos padrões aceitos pela maioria da comunidade. Por isto, discriminamos o comportamento desviante. Até recentemente, por exemplo, o homossexual corria o risco de agressões físicas quando era identificado numa via pública e ainda é objeto de termos depreciativos. Tal fato representa um tipo de comportamento padronizado por um sistema cultural. Esta atitude varia em outras culturas. Entre algumas tribos das planícies norte-americanas, o homossexual era visto como um ser dotado de propriedades mágicas, capaz de servir de mediador entre o mundo social e o sobrenatural, e portanto respeitado. Um outro exemplo de atitude diferente de comportamento desviante encontramos entre alguns povos da antigüidade, onde a prostituição não constituía um fato anômalo: jovens da Lícia praticavam relações sexuais em troca de moedas de ouro, a fim de acumular um dote para o casamento."
Roque de Barros Laraia. Cultura - um conceito antropológico, p. 68
Escrito por Chris às 12h25
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"Fora um domingo brutal. Alguns amigos de Fay tinham aparecido e, sentados no sofá, ficaram grasnando sobre como eles eram grandes escritores, os melhores do país. A única razão pela qual não eram publicados era - diziam eles - porque não enviavam as suas coisas a editoras.
Dei uma olhada neles. Se eles escreviam do mesmo modo como apareciam bebendo seus cafés, dando risinhos e molhando seus biscoitos, então não faria diferença se enviassem os escritos ou os mastigassem."
Charles Bukowski - Cartas na Rua, p. 114
Escrito por Chris às 15h02
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DEUS JOGA DADOS?
Albert Einstein afirmou: "Deus não joga dados com o mundo..." duvidando da recém-criada Física Quântica. Em resposta, o respeitadíssimo Físico Stephen Hawking (autor de Uma Breve História do Tempo e O Universo numa Casca de Noz), declarou: "Deus não só joga dados, como os esconde..." Afinal, quem tem razão? Tanto a famosa Teoria da Relatividade, quanto a aclamada Mecânica Quântica, falham em descrever e explicar os resultados de novas experiências e fenômenos. "
O QUE VOCÊS ACHAM???
Escrito por Chris às 14h38
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............................
(PUDESSE RETOMAR MANHÃS, AMIGO,
MANHÃS PERDIDAS COMO TUDO
QUE NÃO FUI)
MAS CONTINUO ALI.
AQUELES ESPAÇOS
PERMANECEM MORTOS DENTRO DE MIM.
COMO UM CORPO QUE SE AMA
E NÃO SE TOCA.
LONDRES, 4.2.74
"EU ME SINTO SUPERFELIZ QUANDO ENCONTRO UMA PESSOA TÃO CONFUSA QUANTO EU."
CARTA DE CAIO A HIDA HILST (SOBRE CLARICE LISPECTOR):
... Ela é exatamente como os seus livros: transmite uma sensação estranha, de uma sabedoria e de uma amargura impressionantes. É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor.
Caio Fernando Abreu - Caio 3D - O essencial da década de 1970 - Agir
Escrito por Chris às 12h18
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É TÃO POUCO
É tão pouco o que podes, quase tanto
quanto um menino na erma imensidão,
o corpo sem valia, a alma em abandono,
os pés suspensos no infinito, o rosto
em lágrimas, o opresso e frágil coração.
É tão pouco o que podes, muito menos
do que uma pálida e fugaz recordação
ou os músculos crispados e ofegantes
às bordas do penhasco que galgaste
no esforço de uma inútil ascensão.
É tão pouco o que podes, é sequer
o que os outros, menos hábeis, poderão.
Ou nem isso, essa raiz que se atrofia,
essa migalha que esfarinha em tua mão,
essa flor que não floresce nem sucumbe,
esse pássaro implume, essa insepulta
e agônica semente que plantaste em vão.
O POEMA
Que será o poema,
essa estranha trama
de penumbra e flama
que a boca blasfema?
Que será, se há lama
no que escreve a pena,
ou lhe aflora à cena
o excesso de um drama?
Que será o poema:
uma voz que clama?
Uma luz que emana?
Ou a dor que o algema?
IVAN JUNQUEIRA - POESIA REUNIDA - EDITORA: A GIRAFA
Escrito por Chris às 12h17
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HISTÓRIA DA BIENAL
São 22 anos de uma bem sucedida realização cultural e empresarial em parceria, tendo o livro como o astro principal. Em 1983, nos salões do Hotel Copacabana Palace, numa área de cerca de 1 mil m², foi montada a I Bienal do Livro. Dois anos depois, o cenário foi transferido para o São Conrado Fashion Mall. Em 1987 chegamos ao Riocentro, com 15 mil m², onde seria realizado aquele que já é considerado o acontecimento editorial mais importante do País nos anos ímpares e um evento cultural de mobilização nacional, que supera todas as expectativas de público, vendas e mídia e que atinge um crescimento anual de 30%.

Affonso Romano de Sant'Anna no Jirau da Poesia
Escrito por Chris às 14h58
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FOTOS DA XII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO NOS FOTOBLOGS "VÔO DO OLHAR" E "FOCO, ABERTURA & VELOCIDADE".
Escrito por Chris às 14h21
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A leitura é uma conversa. Os lunáticos respondem a diálogos imaginários que ouvem ecoar em algum lugar de suas mentes; os leitores respondem a um diálogo similar provocado silenciosamente por palavras escritas numa página. Em geral a resposta do leitor não é registrada, mas em muitos momentos ele sentirá a necessidade de pegar um lápis e escrever as respostas nas margens de um texto. Esse comentário, essa glosa, essa sombra que às vezes acompanha nossos livros favoritos, estende e transporta o texto para o interior de um outro tempo e de uma outra experiência; empresta realidade à ilusão de que um livro fala a nós (seus leitores) e nos faz viver.
Alberto Manguel. Os livros e os dias, p. 10
Escrito por Chris às 12h12
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PALIMPSESTO
Semelhante ao que se chama pentimento em relação à pintura, a pele animal onde (nos primórdios) se escrevia, os palimpsestos eram lavados e polidos com marfim pelos copistas para que ele de novo pudesse ser usado. "E assim, à revelia das ambições e impulsos de originalidade de quem sobre ele escrevesse o seu texto e da impossibilidade técnica de suprimir-se por completo o que já estava escrito, o texto ali grafado haveria de persistir pelos tempos afora."
Ivan Junqueira - Ensaios Escolhidos Vol.1: De poesias e poetas, p. 174.
Escrito por Chris às 12h04
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PILATES

TUDO DE BOM!!!
| O começo: Joseph H. Pilates |
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Joseph Hubertus Pilates nasceu perto de Dusseldorf, Alemanha, no ano de 1880.
Por ter sido uma criança asmática e frágil, Pilates trabalhou tanto no seu condicionamento físico que, com 14 anos, já posava para quadros de anatomia. Na adolescência, tornou-se ginasta, esquiador, mergulhador, boxeador e artista de circo. Em 1912, Pilates tornou-se boxeador profissional e começou a lecionar autodefesa para detetives da Scotland Yard. Em 1914, com a I Guerra Mundial, foi mandado para o exílio em uma ilha da Inglaterra, onde começou a trabalhar com exilados e mutilados. Foi nessa etapa de sua vida que iniciou o uso de molas nas camas de hospital, desenvolvendo um sistema que mais tarde o inspiraria na criação de seus equipamentos. Acredita-se que, por estarem praticando seus exercícios, nenhum dos alunos de Pilates tenha sucumbido à grande epidemia de Influenza que ocorreu nessa época. Após alguns anos, com o fim da guerra, Pilates voltou à Alemanha, onde começou a trabalhar com Rudolf Laban, criador da labanotação e grande estudioso do movimento humano. Nessa mesma época, começou o trabalho com as forças militares alemãs, desistindo posteriormente de continuar com tal prática.
Em 1923, Pilates resolveu mudar-se para Nova Iorque, onde abriu seu primeiro estúdio, na oitava avenida, 939. Enquanto pouco se sabe do seu trabalho inicial, foi nos anos 40 que ele atingiu notoriedade entre os dançarinos.
Sua lista de clientes incluía dançarinos famosos como Ruth St. Denis, Ted Shawn, Martha Graham, George Balanchine e Jerome Robbins, que propagaram os conceitos da técnica entre seus alunos e bailarinos. A revista Dance, em fevereiro de 1956, declarou: "...praticamente todo dançarino em Nova Iorque e com certeza todos que estudaram na Jacob's Pillow entre 1939 e 1951 se submeteram às instruções de Joe Pilates".
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Escrito por Chris às 12h13
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