| |
"ESTÁ ESCRITO NO ECLESIASTES QUE 'QUEM TEM A SUA CIÊNCIA AUMENTADA, ESTE TAMBÉM TEM AUMENTADA A SUA DOR', MAS, NÃO TENDO TIDO JAMAIS A FELICIDADE DE FREQÜENTAR O CATECISMO COM AS OUTRAS CRIANÇAS, NÃO FUI PREVENIDO DOS PERIGOS DO ESTUDO. OS CRISTÃOS TÊM A SORTE, QUANDO JOVENS, DE SER POSTOS EM GUARDA CONTRA O PERIGO DA INTELIGÊNCIA; POR TODA A VIDA SABERÃO DISTANCIAR-SE DELA. BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO."
Martin Page
Escrito por Chris às 15h40
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
NOVAS FOTOS NOS FOTOBLOGS!!!
Escrito por Chris às 15h34
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Um sentir é do sentente, mas outro é do sentidor"
João Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas
Escrito por Chris às 14h48
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Ninguém chega impunemente à velhice. Os cabelos brancos nos oferecem uma dádiva e um enigma: a memória. A memória carreia consigo a experiência de uma vida, ou seja, algo dócil e perigoso e, ao mesmo tempo, frágil e traiçoeiro como a argila de que se fazem as delicadas peças de cerâmica. Quando invocada, pelo comum dos mortais, a memória gosta de oferecer apenas os fatos agradáveis e rentáveis para o prosseguimento feliz da vida."
Silviano Santiago - Histórias mal contadas - Rocco
Escrito por Chris às 11h41
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
CABEÇA DE PORCO
13/06/2005 - 11h25 MV Bill expande ataque a injustiças com novo livro
Por Maria Pia Palermo
RIO DE JANEIRO - O rapper MV Bill leva no corpo a tatuagem de um microfone com a inscrição "esta é minha arma". Nos últimos tempos, porém, seu arsenal contra as desigualdades sociais transcendeu a música.
Bill, 30 anos, aposta em outras frentes, com o lançamento de um livro sobre a violência nas periferias do país e um debate marcado para julho, na Festa Literária Internacional de Parati, no Rio de Janeiro.
"Minha arma não é mais só o microfone, ainda bem que meu arsenal aumentou", diz o Mensageiro da Verdade Bill, para quem a escrita acaba de se consolidar como outro meio de denúncia.
Morador de Cidade de Deus desde que nasceu, o rapper lançou o livro "Cabeça de Porco" (Objetiva), escrito junto com o empresário de hip hop Celso Athayde e o antropólogo e ex-secretário de Segurança Pública do governo federal, Luiz Eduardo Soares.
E diz ter munição para mais. Prepara um terceiro disco, sobre o qual prefere guardar segredo. "Não posso falar porque senão nego vai beber nas minhas fontes antes de mim. Tá cheio de ladrão", afirma. Na sua "militância social" acaba de inaugurar um centro cultural, com apoio do craque Ronaldo, na favela carioca que ficou conhecida mundialmente pelo filme de mesmo nome.
"Agora veio o livro, a gente está pensando também em pegar alguns capítulos e adaptar para teatro, fazer uma peça que seja toda misturada com o rap", conta Bill, que também pensa em escrever um outro só seu, com histórias pessoais.
"São outras formas de tocar as pessoas, de reabrir a discussão, de mostrar que com nosso discurso, por mais que pareça de exclusão, na verdade a gente quer ser incluído, mas no mesmo nível, sem submissão", afirma.
MUNDO DO CRIME
O livro, sobre o qual Bill e Soares falarão num debate da Flip junto com Arnaldo Jabor, traz material da pesquisa feita em favelas por Bill e Athayde em nove Estados brasileiros, dos mais de 20 em que estiveram nos últimos sete anos.
"Cabeça de Porco" reúne os bastidores dessa pesquisa em que eles entrevistaram e filmaram crianças e jovens ligados ao crime e análises e relatos de Soares.
Graças ao rap, Bill se considera um sobrevivente desse mundo. A música o tornou conhecido no país inteiro, com um público tão antagônico quanto as diferenças que combate.
No livro, fala da surpresa ao ser recebido com pedidos de autógrafos pelos jovens do tráfico. Uma situação que, de certa forma, ele estranha, pois é uma realidade que também combate.
"Isso é uma coisa inexplicável, porque nas minhas músicas eu critico as drogas, nas minhas palavras, agora no livro, também", diz. "Eu sou contra caras que hoje são traficantes e foram criados comigo." Para Bill, é possível que eles o respeitam e ouçam sua música, porque ele faz parte do mesmo ambiente.
Com pesar, o rapper reconhece que entre as poucas opções que esses jovens têm surge o tráfico, a criminalidade, com a promessa de dar mais dinheiro. "É uma coisa que a maioria deles quer, visibilidade e auto-estima elevada", afirma. "Por mais que isso custe a vida dele, ele prefere viver pouco como rei do que muito como ninguém."
A saída? Não é fácil. Assim como o livro, escrito por três cabeças e a seis mãos, requer união, opina Bill. Assim como "Cabeça de Porco", que significa na gíria uma comunidade de difícil acesso, um conglomerado de muitas casas, uma situação complicada. "Os caminhos temos que descobrir juntos", diz. >makeFooter('');
Escrito por Chris às 11h37
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Ser curioso, querer compreender a natureza e os homens, descobrir as artes deveria ser a tendência de todo e qualquer espírito. Mas, se assim fosse, com a atual organização do trabalho, o mundo deixaria de girar, simplesmente porque aquilo demanda tempo e desenvolve o espírito crítico. Ninguém trabalharia. Eis por que os homens têm gostos e desgostos, coisas que os interessam e coisas que não os interessam - porque, se assim não fosse, não haveria sociedade. Os que se interessam demasiadamente pelas coisas, que se interessam até por assuntos que não os interessariam a priori - e que querem compreender as razões do seu desinteresse - pagam o preço disso com certa solidão. Para escapar a esse ostracismo, é necessário dotar-se de uma inteligência que tem uma função, que serve a uma ciência ou a uma causa, a um ofício; simplesmente, uma inteligência que serve para algo. A minha suposta inteligência, demasiado independente, não serve para nada, ou seja, ela não pode ser recuperada para ser empregada pela universidade, por uma empresa, por um jornal ou por um escritório de advocacia."
Martin Page
Escrito por Chris às 19h34
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
MAIS FOTOS NOS FOTOBLOGS!!!
Escrito por Chris às 13h33
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
UM PEDACINHO DA VIDA DE MONTEIRO LOBATO
"Observe-se que Lobato não tinha pressa. Já vimos que ele se prepara com afinco visando a ser escritor, durante duas décadas, lendo e comentando livros com Rangel. Nenhum estalo de Vieira. Ao contrário, lento aprendizado, que incluiu até a leitura dos vários tomos de um dicionário. Quando publicou sua obra-prima, A menina do Nariz arrebitado, tinha 39 anos."
AMIGOS ESCRITOS - SUELI T. B. CASSAL - P. 156
Escrito por Chris às 13h01
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Passaram-se alguns dias antes que Antoine se decidisse a dar uma olhada no pedaço de papel onde estava anotado o número do telefone do curso de suicídio. O sol brilhava enfim sobre Paris. Os canos de descarga espalhavam os seus poluentes como pólens de uma nova era, semeando nos pulmões dos parisienses e dos turistas a futura flora de uma civilização doente. A agonia da vegetação, das árvores e das plantas, tão silenciosa e invisível aos olhos que só vêem o que se mexe, tornava-se a norma da vida. Os carros continuavam a inventar o homem novo, que já não teria pernas para passear nos seus sonhos asfaltados, mas rodas."
Martin Page. Como me tornei um estúpido. P. 40.
Escrito por Chris às 12h52
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
FOTOBLOGS ATUALIZADOS!!!!
Escrito por Chris às 15h19
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Estavam se despedindo novamente. Ele a levaria em casa, após o mesmo trajeto. Pararam o automóvel para os toques finais daquele encontro, preliminares do ato amoroso que mais uma vez não aconteceria. Ausência do desejo, presença do medo. Era tudo o que ele emanava, era tudo o que ela percebia. Melhor parar por ali. Deixaram-se.
Ela entrou em casa e dormiu com a dúvida ao seu lado. Entre imagens, sua vida se parecia com filmes ainda não vistos: sonhos, jornada da alma. Será que ele ainda desejava o seu corpo? Teria sido mera impressão a tal mistura de álcool com hábito? Levaria consigo as interrogações, o sabor de ressaca e a exaustão emocional pelo resto da semana.
Enviou um e-mail, forneceu pistas, mas a situação só poderia se resolver numa conversa tête a tête. Aliás, mesmo após conversarem, o provável seria uma não-solução, como vinha acontecendo há meses. Impossível negar: suas mentes se atraíam. "Coincidências", sintonia e sincronicidade estavam presentes para provar o que fosse necessário.
Ela não queria perdê-lo.
Escrito por Chris às 12h41
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"PRA MIM, LIVRO É VIDA,
DESDE QUE EU ERA MUITO PEQUENA
OS LIVROS ME DERAM CASA E COMIDA..."
Lygia Bojunga
Escrito por Chris às 15h29
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"O DOLOROSO SULCO LABIO-NASAL JUNTO À GARRAFA MORTA..."
"O QUE MAIS ME COMOVE, EM MÚSICA, SÃO ESSAS NOTAS SOLTAS - POBRES NOTAS ÚNICAS - QUE DO TECLADO ARRANCA O AFINADOR DE PIANOS..."
Mario Quintana - Sapato Florido
Escrito por Chris às 12h28
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Aquele que olha, da rua, através de uma janela aberta, jamais vê tantas coisas como quem olha para uma janela fechada. Nada existe de mais profundo, mais misterioso, mais fecundo, mais tenebroso, mais deslumbrante, que uma janela iluminada apenas por uma lamparina. O que se pode ver ao sol nunca é tão interessante como o que acontece por trás de uma vidraça."
"E, reentrando sozinho em casa, a essa hora em que os conselhos da Sabedoria já não são abafados pelos zumbidos da vida exterior, disse ele entre si: - "Tive hoje, em sonho, três domicílios, onde encontrei igual prazer. Por que constranger o corpo a mudar de lugar, se a alma viaja tão célere? E de que serve executar projetos, se o projeto é em si mesmo um gozo suficiente?"
BAUDELAIRE - FLORES DO MAL
Escrito por Chris às 12h24
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"Escrever é muitas vezes lembrar do que nunca existiu"
Clarice Lispector
Revista Entre Livros nº 2 - Em busca da inspiração perdida
Escrito por Chris às 17h48
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Adquiri dois livros cuja compra vinha adiando há algum tempo: A MULHER NUA (DESMOND MORRIS) e DUCHAMP (CALVIN TOMKINS). Que delícia!
Escrito por Chris às 17h44
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
"SE OS PERSONAGENS FOREM VERDADEIROS,
O LIVRO TERÁ UMA CHANCE."
Virginia Woolf
Escrito por Chris às 17h38
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |

Escrito por Chris às 17h36
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Amor-emaranhado, labirinto
apartado de mim pelo fôlego das rosas,
pensas, no jardim.
Dos pés na grama me ergue um calafrio,
e tudo é muro, palavra que não acende
neste anelo em que me enredo.
Para que tijolos, toda esta geometria,
que faz da paisagem um deserto de cintilações espontâneas?
De linhas retas apenas
o fio que desenrolo,
exausta embora atenta,
sem conhecer a mão
que o estende na outra ponta.
COROLA - Claudia Roquete-Pinto
Escrito por Chris às 17h33
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
JANELA SOBRE AS PROIBIÇÕES
Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar.
Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.
Ou seja, ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.
EDUARDO GALEANO
Escrito por Chris às 12h05
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Da mulher

"(...) A mulher não deseja ser mãe de seu homem. Não deseja ser professora de seu homem. Não deseja ser tia de seu homem. Muito menos avó, com chá de boldo na cama. Não fica excitada de colocá-lo de castigo. A mulher não deseja que ele concorde, longe disso. Deseja ser compreendida. Se o homem diz que a compreende, por que ela é obrigada a convencê-lo a todo momento? Não tem lógica. A mulher termina enfastiada com a idéia de repetir a mesma ladainha: "você não me entende?" E ele não entende, apressa entender, que é diferente. A mulher deseja silenciar, mas não silenciar um silêncio qualquer, um silêncio ríspido, um silêncio grosseiro, de talher e cabeça baixa, e sim um silêncio satisfeito, um silêncio de orla, um silêncio de calçadão. Quando a mulher se irrita, não lhe faltam argumentos, ela apenas desistiu de falar. E o homem pensa que ela enfim aceitou sua opinião. A mulher não deseja dar a resposta, está esperando a reação dele. Nunca que pergunte: "o que está pensando", que é a mortalidade infantil do pensamento. Nunca que reclame ou edite o discurso a seu favor. Não adianta fazer ciúme ou fingir remorso. Teatro amador é na escola. A mulher não deseja dar a resposta, o que não significa que não deseja a resposta. É que responder perde a graça, o entusiasmo, o charme. A mulher joga cabra-cega com a boca. Não é um jogo, um mero resultado, a vida do relacionamento depende dessas poucas palavras. É arriscar ou encenar uma falsa sapiência durante cinco dias, cinco meses, cinco anos até acontecer a separação. A paciência tem limite, ora bolas. Ela não vai ficar dando resposta infinitamente. Tampouco deseja que o homem memorize a resposta. Repetir o que ela falou atesta que ele não estava ouvindo. A tática de reiterar a última frase para fingir atenção não funciona mais. Cansa voltar ao ponto de partida, como se nada tivesse existido antes. É simples. A mulher não deseja dar a resposta. Quer ser antecipada, sonhada, imaginada. Tanto faz que ele erre. Deseja ser sondada, visitada, pressentida. A mulher deseja ser adivinhada. A mulher não deseja a resposta certa, não há resposta certa. Deseja ser a resposta que o homem procura fora dela."
Fabricio Carpinejar (Pentimento)
Escrito por Chris às 12h42
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
NOVAS FOTOS NO "VÔO DO OLHAR", "LARISSA FLORZINHA" E "FOCO, ABERTURA & VELOCIDADE".
Escrito por Chris às 12h28
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|