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Segue a dica da Liliane, minha "fiel escudeira", enviada por e-mail:
Cris, Pode ir colocando mais este na sua lista de compras. E não se esqueça de mandar pro "fiel escudeiro". Volte logo, viu? E boa!!!!
História de "O" , Pauline Réage, Ediouro, p. 61/63. "Foi o que ele fez; ela tomou aquela mão e beijou-a, sem ousar perguntar nada. Mas ele falou. Disse, ao mesmo tempo em que a segurava pela coleira, com dois dedos entre o couro e o pescoço, que ficava bem claro que daquele momento em diante ela seria partilhada entre ele e aqueles que ele designasse, e aqueles que ele não conhecia, mas que pertenciam à confraria do castelo, como acontecera na véspera. Que ela dependia dele e só dele, mesmo que recebesse ordens de outros, estivesse ele presente ou não, pois, por princípio ele participava de tudo que pudesse ser exigido dela ou que lhe fosse infligido, e era ele que a possuía e gozava através daqueles em cujas mãos fosse entregue, pelo simples fato de que fora ele quem a entregara. Ela devia ser submissa e acolhê-los com o mesmo respeito com o qual o acolhia, como se fossem múltiplas imagens dele. Ele a possuía assim, como um deus possui suas criaturas, das quais ele se apodera sob o disfarce de um monstro ou de um pássaro, do espírito invisível ou do êxtase. Ele não queria se separar dela. Quanto mais a entregasse mais ela pertenceria a ele. O fato de oferecê-la era para ele uma prova, e devia ser para ela também, de que ela lhe pertencia; só se pode dar aquilo que se tem. Ele a oferecia para retomá-la em seguida, e a retomava enriquecida a seus olhos, como um objeto qualquer que tivesse sido usado para fins divinos e por isso se houvesse consagrado".
Liliane, a gente se encontra na próxima semana para colocar o papo em dia. Beijos, querida.
Escrito por Chris às 01h46
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O medo global
Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.
Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.
Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.
Os motoristras têm medo de caminhar e os pedestres têm medo de ser atropelados.
A democracia tem medo de lembrar e a linguagem tem medo de dizer.
Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerra.
É o tempo do medo.
Medo da mulher da violência do homem e medo do homem da mulher sem medo.
Medo dos ladrões, medo da polícia.
Medo da porta sem fechaduras, do tempo sem relógios, da criança sem televisão, medo da noite sem comprimidos para despertar.
Medo da multidão, medo da solidão, medo do que foi e do que pode ser, medo de morrer, medo de viver.
Eduardo Galeano. De pernas pro ar. A escola do mundo ao avesso.
Escrito por Chris às 18h33
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PESSOAS HABITADAS
São aquelas possuídas, de fato, por si mesmas, em diversas versões. Os habitados estão preenchidos de indagações, angústias, incertezas, mas não são menos felizes por causa disso. Não transformam suas “inadequações” em doenças, mas em força, curiosidade. Não recuam diante de encruzilhadas, não se amedrontam com transgressões, não adotam as opiniões dos outros para facilitar o diálogo. São pessoas que surpreendem com um gesto ou uma fala fora do script, sem nenhuma disposição para serem bonecos de ventríloquos. Ao contrário, encantam pela verdade pessoal que defendem. Além disso, mantêm com a solidão uma relação mais do que cordial.
(...)
Que tenhamos a sorte de esbarrar com seres habitados e ao mesmo tempo inofensivos, cujo único mal que possam fazer é nos fascinar e nos manter acordados uma madrugada inteira. Ou a vida inteira, o que é melhor ainda.
Martha Medeiros – O Globo – 24.07.05
Escrito por Chris às 18h30
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Oi, pessoal! Estou de férias, mas sem tempo para blogar, ou seja, muitas coisas interessantes para fazer... Até mais! Beijos da Kritzzzzzz!
Escrito por Chris às 10h39
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20/07 - DIA DO AMIGO!!!
A todos os meus amigos, um excelente dia! AMO VOCÊS, meus espelhos, luzes em minha vida, motivos de felicidade e de muitas risadas. Seguro a mão de cada um nesse momento, meus olhos (pra variar) ficam cheios de lágrimas e sinto uma emoção boa por ter ao meu lado pessoas maravilhosas, loucas (quase todas) e maravilhosas. BEIJOS!!!
Amigo
Roberto Carlos
Composição: Roberto Carlos
Você meu amigo de fé meu irmão camarada, amigo de tantos caminhos de tantas jornadas Cabeça de homem mas o coração de menino, aquele que está do meu lado em qualquer caminhada Me lembro de todas as lutas meu bom companheiro, você tantas vezes provou que é um grande guerreiro O seu coração é uma casa de portas abertas, amigo você é o mais certo das horas incertas As vezes em certos momentos difíceis da vida, em que precisamos de alguém para ajudar na saída A sua palavra de força de fé e de carinho, me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho Você meu amigo de fé meu irmão camarada, sorriso e abraço festivo da minha chegada Você que me diz as verdades com frases abertas, amigo você é omais certo das horas incertas Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que você é meu amigo Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber que eu tenho um grande amigo
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