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“VENENO ANTIMONOTONIA: designação genérica para aquilo que o verso traz vivo – beleza, rebelião, humor, delicadeza, espanto, entusiasmo, delírio, construção."
"Sinopse: A máxima aspiração desse livro e estremecer a monotonia - das palavras gastas, do cotidiano insípido, da vida pálida. Canções e poemas, numa vizinhança harmoniosa, são os antídotos contra o vazio, o medo, a falta de imaginação. O verso se aproxima das coisas banais, para dar prazer, fazer bem, reunir, divertir. E assim nos convida - que a gente peça mais e mais e mais, que corra riscos, que vença o tédio.
Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Giberto Gil, Vinicius de Moraes, Noel Rosa, Aldir Blanc... Luminosos da literatura e da música, mestres da nossa educação sentimental, estão reunidos pela primeira vez em um mesmo volume nesta antologia organizada pelo poeta e Professor de Literatura Brasileira Eucanaã Ferraz.
João Cabral revela como às vezes a gente canta só para sentir-se existente. Um poema pode salvar um afogado, prescreve Mario Quintana, palavra como dose de remédio, alegria, loucura ou vontade de cometer loucura, espantar a melancolia, desprezar a morte. É o que celebram estes versos, assim é que transpiram, pulsam e expulsam a falta de vigor. Contra o tédio, como lindamente recita Cazuza, é só do que precisamos – de algum veneno antimonotonia."
Escrito por Chris às 17h14
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É Preciso Saber Viver
Titãs
Composição: Roberto Carlos
Quem espera que a vida Seja feita de ilusão Pode até ficar maluco Ou morrer na solidão É preciso ter cuidado Pra mais tarde não sofrer É preciso saber viver
Toda pedra do caminho Você deve retirar Numa flor que tem espinhos Você pode se arranhar Se o bem e o mal existem Você pode escolher É preciso saber viver
É preciso saber viver É preciso saber viver É preciso saber viver Saber viver, saber viver!
Escrito por Chris às 15h48
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DEDO DE DEUS
Escrito por Chris às 19h25
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“Preciso dessa vida verdadeira que escondi debaixo da tua pele, antes que o cabelo me caia, antes que comecem os enjoos e as dores, antes que o meu corpo seja tomado pelo cheiro miserável da doença. Talvez para morrer eu precise do amor e da família. Mas para acabar de viver, eu só preciso de ti, desta febre azul a que os outros chamam só sexo.”
Inês Pedrosa – Intimidades – p.66.
Escrito por Chris às 13h02
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Sentidos (Zélia Duncan)
Não quero seu sorriso Quero sua boca no meu rosto Sorrindo pra mim. Não quero seus olhares Quero seus cílios nos meus olhos Piscando pra mim. Transfere pro meu corpo Seus sentidos, pra eu sentir A sua dor , os seus gemidos E entender porque Quero você. Não quero seu suor Quero seus poros na minha pele Explodindo de calor. Transfere pro meu corpo Seus sentidos, pra eu sentir A sua dor , os seus gemidos E entender porque Quero você. Quero você. Quero você.
Escrito por Chris às 19h53
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"É PRIMAVERA, TE AMO!"

Flores
Zélia Duncan
Flores para quando tu chegares Flores para quando tu chorares Uma dinâmica botânica de cores Para tu dispores, pela casa
Flores para quando tu chegares Flores para quando tu chorares Uma dinâmica botânica de cores Para tu dispores, pela casa
Pelos cômodos, na cômoda do quarto Uma banheira repleta de flores Pela estrada, pela rua, na calçada Flores no jardim Pétalas ao vento, para tu contares Para além dos nomes, que possam dizê-las Flores pra compores Metaforazantes, de comê-las
Para quando tu chegares Flores para quando tu chorares Uma dinâmica botânica de cores Para tu dispores, pela casa
Pelos cômodos, na cômoda do quarto Uma banheira repleta de flores Pela estrada, pela rua, na calçada Flores para mim Flores pros meus braços Ofertá-las para parabenizar-te Flores quantas flores, forem necessárias Pra perguntares pra que tantas flores
Para quando tu chegares Flores para quando tu chorares Uma dinâmica botânica de cores Para tu dispores, pela casa
Pelos cômodos, na cômoda do quarto Uma banheira repleta de flores Pela estrada, pela rua, na calçada Flores para mim Flores pros meus braços Ofertá-las para parabenizar-te Flores quantas flores, forem necessárias Pra perguntares pra que tantas flores
Escrito por Chris às 12h39
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NO CLIMA DA NAU CATARINETA...
Escrito por Chris às 18h55
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MAIS ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A "NAU CATARINETA":
A Nau Catarineta é um episódio épico que lembra a Odisséia. É uma ode romanceada que pelo fascínio do seu enredo dramático e pelos mirabolantes efeitos pictóricos da coreografia, se transforma em um bailado. A história desenvolve-se a bordo de um navio que parte do Recife para Lisboa, na época das conquistas marítimas (1565), e que depois de cruentos combates e lutas dolorosas, chega, afinal, a um porto seguro.
Indumentária: característica de navegadores.
Coreografia: O auto da Nau Catarineta divide-se em três partes:
1.ª parte: Surge um navio sobre rodas, arrastado pelos marujos. Formam-se em filas, de braços dados, e balançam o corpo, como se estivessem a bordo. O Comandante da nau avista o emissário do navio dos mouros, que lhe traz intimação para que se renda. Recusa-se. Travam-se combate entre os dois navios. Vencem os cristãos e exigem que o filho do Sultão se converta ao Catolicismo, sob pena de morte. Ele, para não morrer, concorda em mudar de religião. Eis que chega o sultão e desespera-se ao saber que o filho se converteu. Amaldiçoa-o e suicida-se em seguida. Seu corpo é atirado ao mar.
2.ª parte: Esgotam-se os víveres da Nau Catarineta e grassa a fome entre a tripulação. O Capitão resolve tirar a sorte para decidir quem deverá ser comido, e o seu próprio nome é sorteado. Preparam-se para a execução e o Capitão manda o gajeiro, (que é o diabo, em figura de gente), ver se avista terra. O gajeiro galga o mastro, mas da primeira vez só avista sete espadas para matar o seu superior; este insiste, e finalmente o gajeiro informa:
"Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!
Também vejo três meninas
Debaixo dum laranjal."
O comandante declara que são as suas próprias filhas e as oferece a ele se se salvar. O gajeiro entretanto, exige como recompensa a Nau Catarineta. O outro responde que lhe dá todas as 3 filhas, suas terras, todo o seu ouro e prata, menos a Nau, demonstrando que é uma parte de si mesmo, como se fosse sua alma. Então, o gajeiro exige sua alma para levar para o inferno. O Comandante diz que sua alma pertence a Deus, e atira-se ao mar. Três anjos o salvam.
3.ª parte: Os marujos consertam as velas e realizam outras tarefas normais de bordo, enquanto cantam melodias ligadas às suas vidas aventureiras, de almas errantes. Sobrevem uma tempestade e a Nau quase vai a pique, mas é salva pela arrojada tripulação. Trava-se uma discussão entre o capitão e o piloto, lutam, e o último ferido, desfalece. Pedem a prisão do responsável. Mas, quando o Capelão vem para ministrar os sacramentos grita que ele ainda vive. A viagem continua e, afinal, a Nau Catarineta alcança seu destino. No desembarque, descobrem um contrabando dos guardas-marinhas que são presos e a mercadoria apreendida. Os marinheiros cantam alegres e felizes, com o fim da jornada, depois das peripécias, nas quais a vida parecia chegar ao fim.
Descoberta de Câmara Cascudo:
NAU CATARINETA – Barco desaparecido na Atlântico em circunstâncias trágicas e que aparece na literatura oral dos marinheiros de todo o mundo. A verdadeira Nau Catarineta originou um poema anônimo e despertou o interesse de inúmeros pesquisadores.
Escrito por Chris às 12h15
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A releitura do premiado livro do Roger Mello, "Nau Catarineta", encantou-me, além de despertar a curiosidade sobre o tema. Pesquisando, fiz algumas descobertas: trata-se de um poema popular e costuma ser encenado no Recife, local de onde a embarcação teria partido. Vejamos.
A NAU CATARINETA
Vem a Nau Catarineta,
Já farta de navegar:
Sete anos e mais um dia
Andou nas ondas do mar.
Não tinham mais que comer.
Nem tão pouco que manjar;
Botaram solas de molho,
Pra no domingo jantar;
A sola era tão dura
Que não podiam tragar;
Botaram sortes em branco
Ao qual havia tocar.
A sorte caiu em preto
No capitão-general;
A marujada era tão boa
Que o não queria matar.
"Sobe, sobe, oh! Chiquito,
Naquele tope real,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal.
- Não vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Vejo só a três espadas
Pra contigo batalhar.
"Sobe, sobe ali, marujo,
Naquele tope real;
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal.
- Alvíssaras, meu capitão,
Alvíssaras vos quero dar:
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal;
Também vejo três meninas
Debaixo de um laranjal.
"Todas três são minhas filhas,
Todas três te dera a ti:
Uma para te lavar,
Outra para te engomar,
A mais bonita delas todas,
Para contigo casar.
Palavras não eram ditas,
Chiquito caiu no mar.
Escrito por Chris às 12h13
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Vejam que lindas as explicações da Emília a um pastorzinho do Séc. XV a.C., na Hélade – Grécia antiga – sobre os palitos de fósforo:
- Mas de onde vem o fogo que aparece?
- Da cabeça dos pauzinhos. Em vez de pensamentos, os tais pauzinhos, têm fogo na cabeça - fogo recolhido. Mas eles não gostam de cafuné, isto é, não gostam que lhes cocem a cabeça. Nós, então, de maus, coçamo-lhes a cabeça, isto é, esfregamo-las numa lixa cor de chocolate que há nas caixinhas – e o desespero dos pobres fósforos é tamanho que explode no fogo...”
O Minotauro – Monteiro Lobato
Escrito por Chris às 18h49
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O que é que eu tô fazendo aqui ?????????????????????????????????????????????????????????????????
...Fábio Konder Comparato leciona que nas ações de improbidade, é inquestionável a competência do juízo de primeiro grau, não sendo nem mesmo lícito ao legislador instituir foro privilegiado. A opinião do mestre acha-se apoiada nos fundamentos seguintes: a) a instituição de foro privilegiado é matéria submetida à reserva constitucional, não existindo dispositivo expresso a esse respeito quanto à ação de improbidade, a qual não se confunde com a ação penal; b) o princípio da igualdade é violado pela criação de foro privilegiado, de maneira que o fato de o constituinte de 1988, ao contrário daquele de 1969, não prescrever , às expressas, a possibilidade do estabelecimento de foro privilegiado não autoriza a sua criação mediante lei; c) as disposições constitucionais que autorizam foro por prerrogativa de função, em virtude de seu caráter excepcional, são interpretadas de maneira restrita.
Escrito por Chris às 16h39
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